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Clarissa Tércio sai em defesa de Silas Malafaia após pastor ser investigado pela PF

Para a deputada, a medida representa mais um caso de perseguição contra líderes cristãos e cidadãos que ousam se posicionar contra o ativismo judicial.

Ricardo Lélis

20 de agosto de 2025 às 18:37   - Atualizado às 18:37

Clarissa Tércio e Silas Malafaia

Clarissa Tércio e Silas Malafaia Fotos: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados e Reprodução/ Redes Sociais

A deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) fez um discursou na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 20 de agosto, em defesa do pastor Silas Malafaia, que foi incluído em um inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Para a parlamentar, a medida representa mais um caso de perseguição contra líderes cristãos e cidadãos que ousam se posicionar contra o ativismo judicial.

Segundo Clarissa, o episódio se assemelha ao que acontece em regimes autoritários, como na Nicarágua, onde religiosos são perseguidos e calados por discordarem da ditadura de Daniel Ortega. Ela alertou que o Brasil não pode seguir esse mesmo caminho, permitindo que a liberdade de expressão e de fé sejam ameaçadas.

“O pastor Silas Malafaia é um pastor. Ele não é político e nem pretende ser, mas mesmo assim, a caça continua. Alexandre de Moraes quer calar um por um e você, cristão do Brasil, é o próximo. Espero que esta Casa não seja omissa diante de tantos abusos”, expressou a deputada.

Silas Malafaia na mira da PF

O pastor Silas Malafaia, um dos nomes mais influentes do meio evangélico no Brasil, está sob investigação da Polícia Federal. No dia 14 de agosto, o líder religioso foi incluído no mesmo inquérito que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo.

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A investigação, aberta em maio deste ano, apura ações que, segundo a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal (STF), teriam como objetivo atingir autoridades, ministros do STF e agentes públicos, além de buscar sanções internacionais contra o Brasil.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, afirmou que essas práticas buscariam interferir no andamento de processos em que Bolsonaro figura como réu, incluindo o que trata da tentativa de golpe de Estado.

Entre os crimes investigados estão coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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