Ciro Gomes. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Ciro Gomes trouxe à tona dados preocupantes sobre o mercado de trabalho brasileiro. Para ele, a propaganda oficial de “pleno emprego no Brasil” não condiz com a realidade, já que grande parte da população depende de programas sociais no Brasil para sobreviver.
“É que neste país e somente aqui, se o cidadão está cliente de um programa fisiológico. Da proteção das políticas sociais compensatórias, aqui se diz que ele está ocupado, portanto não está desempregado. Pronto, a chave está aí.”
O ex-governador destaca que a metodologia adotada pelo IBGE contabiliza beneficiários de políticas assistenciais como pessoas ocupadas, criando uma percepção distorcida do mercado de trabalho.
Ciro enfatiza que o número de pessoas que vive atualmente de programas sociais no Brasil é impressionante:
“Sabe quantos brasileiros estão clientes hoje da maior política historicamente do planeta de assistencialismo e cobertura com políticas sociais compensatórias? 94 milhões de brasileiros.”
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Para ele, embora esses programas, como BPC e Bolsa Família, sejam essenciais para garantir a alimentação e a sobrevivência de milhões de pessoas, sua contabilização como emprego gera uma falsa sensação de prosperidade e plenitude no mercado de trabalho.
“Isso evidentemente para quem conhece o Brasil com amor que eu tenho sabe que infelizmente o BPC, o Bolsa Família, é a diferença de comer ou não comer. Uma criança pobre dos rincões do país, das periferias do Brasil e tal. Portanto não estou falando contra.”
O político critica o discurso oficial que apresenta o país como exemplo global de pleno emprego, enquanto, na prática, uma enorme parcela da população sobrevive do Estado. Ele compara o Brasil com economias desenvolvidas, apontando que outros países enfrentam desemprego estrutural sem recorrer a contornos estatísticos:
“Nós estamos, o que não acontece em sociedade moderna nenhuma do planeta, só nós, na sociedade atrasada, decadente como nós estamos, estamos vivendo a pleno emprego.”
Ciro conclui reforçando que políticas sociais não substituem emprego formal:
“O que bota uma nação pra frente, pra progredir, é o trabalho qualificado e decentemente remunerado.”
A fala de Ciro Gomes destaca um dilema central do Brasil: enquanto 94 milhões de brasileiros vivem de programas sociais, o discurso de pleno emprego não reflete o mercado real. Para ele, o país precisa de mais oportunidades de trabalho digno, qualificado e bem remunerado, equilibrando assistência social com desenvolvimento econômico sustentável.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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