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Ciro Gomes alerta: 94 milhões de brasileiros vivem de programas sociais e não do trabalho

A inclusão de beneficiários em políticas assistenciais como ocupados distorce os dados do mercado de trabalho e cria a ilusão de pleno emprego no Brasil.

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26 de novembro de 2025 às 14:25   - Atualizado às 14:30

Ciro Gomes.

Ciro Gomes. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ciro Gomes trouxe à tona dados preocupantes sobre o mercado de trabalho brasileiro. Para ele, a propaganda oficial de “pleno emprego no Brasil” não condiz com a realidade, já que grande parte da população depende de programas sociais no Brasil para sobreviver.

“É que neste país e somente aqui, se o cidadão está cliente de um programa fisiológico. Da proteção das políticas sociais compensatórias, aqui se diz que ele está ocupado, portanto não está desempregado. Pronto, a chave está aí.”

O ex-governador destaca que a metodologia adotada pelo IBGE contabiliza beneficiários de políticas assistenciais como pessoas ocupadas, criando uma percepção distorcida do mercado de trabalho.

94 milhões de brasileiros dependem do assistencialismo oficial

Ciro enfatiza que o número de pessoas que vive atualmente de programas sociais no Brasil é impressionante:

“Sabe quantos brasileiros estão clientes hoje da maior política historicamente do planeta de assistencialismo e cobertura com políticas sociais compensatórias? 94 milhões de brasileiros.”

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Para ele, embora esses programas, como BPC e Bolsa Família, sejam essenciais para garantir a alimentação e a sobrevivência de milhões de pessoas, sua contabilização como emprego gera uma falsa sensação de prosperidade e plenitude no mercado de trabalho.

“Isso evidentemente para quem conhece o Brasil com amor que eu tenho sabe que infelizmente o BPC, o Bolsa Família, é a diferença de comer ou não comer. Uma criança pobre dos rincões do país, das periferias do Brasil e tal. Portanto não estou falando contra.”

O alerta de Ciro sobre o pleno emprego

O político critica o discurso oficial que apresenta o país como exemplo global de pleno emprego, enquanto, na prática, uma enorme parcela da população sobrevive do Estado. Ele compara o Brasil com economias desenvolvidas, apontando que outros países enfrentam desemprego estrutural sem recorrer a contornos estatísticos:

“Nós estamos, o que não acontece em sociedade moderna nenhuma do planeta, só nós, na sociedade atrasada, decadente como nós estamos, estamos vivendo a pleno emprego.”

Trabalho qualificado é essencial para o progresso

Ciro conclui reforçando que políticas sociais não substituem emprego formal:

“O que bota uma nação pra frente, pra progredir, é o trabalho qualificado e decentemente remunerado.”

Conclusão

A fala de Ciro Gomes destaca um dilema central do Brasil: enquanto 94 milhões de brasileiros vivem de programas sociais, o discurso de pleno emprego não reflete o mercado real. Para ele, o país precisa de mais oportunidades de trabalho digno, qualificado e bem remunerado, equilibrando assistência social com desenvolvimento econômico sustentável.

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