A porta-voz da diplomacia chinesa reforçou que princípios como a igualdade de soberania e a não-intervenção em assuntos internos devem orientar as relações entre os países.
Xi Jinping, presidente da China; Lula, presidente do Brasil; Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Foto: Reprodução
A crise comercial entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira, 11 de julho, com o pronunciamento oficial do Ministério das Relações Exteriores da China.
Em coletiva de imprensa, a porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, condenou a tarifa de 50% imposta pelo governo do presidente Donald Trump sobre as exportações brasileiras, classificando a medida como uma forma de pressão e interferência internacional.
Mao Ning reforçou que princípios como a igualdade de soberania e a não-intervenção em assuntos internos devem orientar as relações entre os países. De acordo coma porta-voz, as tarifas não podem funcionar como “ferramentas de coerção, intimidação ou interferência”.
A decisão de Trump foi tornada pública após o encerramento da cúpula do BRICS, realizada no Rio de Janeiro. A China, que integra o bloco econômico junto ao Brasil, Rússia, Índia e África do Sul, também teve suas políticas comerciais criticadas pelo Estados Unidoss nos últimos dias.
Trump afirmou que o BRICS tenta “substituir o dólar como moeda padrão” e declarou que qualquer país que integre o grupo “deverá pagar tarifa de 10%, apenas por esse motivo”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na quarta-feira, 9 de julho, que o tarifaço de 50% a todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos será respondido com a Lei de Reciprocidade Econômica. Nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania do país e disse que é falsa a alegação do presidente norte americano Donald Trump de que a taxação seria aplicada em razão de déficit na balança comercial com o Brasil.
A lei brasileira sancionada em abril estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.
“Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica. A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo”, afirmou o presidente
A lei autoriza o Poder Executivo, em coordenação com o setor privado, “a adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços ou medidas de suspensão de concessões comerciais, de investimento e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual e medidas de suspensão de outras obrigações previstas em qualquer acordo comercial do país”.
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