Trump e Bolsonaro. Alan Santos / PR
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou na quinta-feira, 10 de julho, que recebeu "com senso de responsabilidade" o comunicado enviado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o aumento de 50% nas tarifas aplicadas a produtos brasileiros.
Em nota, Bolsonaro expressou "respeito e admiração pelo Governo dos Estados Unidos" e atribuiu a decisão à política externa adotada pela atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Isso jamais teria acontecido sob o meu governo", escreveu no X.
Essa foi a primeira manifestação explícita do ex-presidente sobre o caso. Na publicação, Bolsonaro pede que os Poderes ajam com urgência e apresentem medidas para resgatar a normalidade institucional. "Ainda é possível salvar o Brasil", afirmou.
Ele também repetiu o discurso adotado por Trump, dizendo ser vítima de uma "caça às bruxas" e afirmando que a liberdade está em risco no País. Bolsonaro é réu em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) pela tentativa de golpe de Estado que culminou nos atos de 8 de Janeiro.
"Conheço a firmeza e a coragem de Donald Trump na defesa desses princípios. O Brasil caminha rapidamente para o isolamento e a vergonha internacional. A escalada de abusos, censura e perseguição política precisa parar. O alerta foi dado, e não há mais espaço para omissões", declarou.
Na tarde desta quarta-feira, 9, Donald Trump enviou uma carta ao presidente Lula informando que os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos serão sobretaxados em 50% a partir de 1º de agosto.
No texto, o presidente americano menciona a situação judicial de Bolsonaro, que classifica como perseguição, e acusa o STF de censurar ilegalmente plataformas americanas que operam no Brasil
Como reação, Lula afirmou que a resposta do País virá por meio da lei de reciprocidade econômica, aprovada pelo Congresso neste ano. "Qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica", disse.
Como mostrou o Estadão, enquanto políticos de direita foram para as redes endossar a decisão do presidente americano, culpando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, e o governo Lula, governistas acusam incoerência dos bolsonaristas "patriotas" em defenderem sanções econômicas contra o próprio País.
Estadão Conteúdo
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