Pernambuco, 05 de Março de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

CFM determina abertura de sindicância para apurar atendimento médico a Bolsonaro

Conselho Federal de Medicina ordena investigação após denúncias sobre assistência ao ex-presidente, citando intercorrências clínicas e preocupação com cuidados contínuos.

Pedão Repórter

07 de janeiro de 2026 às 17:21   - Atualizado às 17:24

CFM determina abertura de sindicância para apurar atendimento médico a Jair Bolsonaro.

CFM determina abertura de sindicância para apurar atendimento médico a Jair Bolsonaro. Foto: Redes Sociais

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou a abertura de uma sindicância para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada após o órgão receber denúncias que levantam questionamentos sobre a assistência oferecida ao ex-chefe do Executivo em um período recente de acompanhamento médico.

Segundo o CFM, o objetivo da sindicância é verificar se houve cumprimento das normas éticas e técnicas da medicina, além de avaliar se os protocolos adequados foram respeitados no atendimento prestado. O procedimento tem caráter preliminar e busca reunir informações, documentos e eventuais depoimentos que ajudem a esclarecer os fatos antes de qualquer medida disciplinar.

A apuração não significa, neste momento, que médicos ou instituições estejam sendo responsabilizados. A sindicância é uma etapa inicial, comum em processos conduzidos pelos conselhos de classe, e serve para analisar se há indícios suficientes para a abertura de um processo ético-profissional.

Contexto das denúncias

As representações que motivaram a decisão do CFM apontam supostas falhas na assistência médica oferecida a Jair Bolsonaro, especialmente no que diz respeito à continuidade do cuidado e à condução clínica diante de intercorrências de saúde. Bolsonaro possui histórico médico complexo, marcado por cirurgias e internações decorrentes do atentado sofrido em 2018, além de episódios recorrentes de complicações intestinais.

Diante desse histórico, especialistas destacam que o acompanhamento médico exige atenção constante, protocolos bem definidos e decisões clínicas alinhadas às melhores práticas da medicina. É justamente esse conjunto de fatores que será analisado pelo Conselho Federal de Medicina ao longo da sindicância.

Veja Também

O que diz o CFM

Em nota, o CFM informou que atua com independência e rigor técnico, independentemente de quem seja o paciente envolvido. O órgão reforçou que sua função institucional é zelar pelo exercício ético da medicina no país, protegendo tanto os profissionais quanto os pacientes.

“O Conselho tem o dever de apurar toda denúncia que envolva possível descumprimento das normas médicas, garantindo o devido processo legal, o direito à ampla defesa e o contraditório”, destacou a entidade.

Possíveis desdobramentos

Após a fase de coleta de informações, a sindicância poderá ser arquivada, caso não sejam identificadas irregularidades, ou convertida em processo ético-disciplinar, se forem encontrados indícios de infração. Nesse caso, os profissionais envolvidos podem responder a sanções que vão desde advertência até cassação do registro, dependendo da gravidade constatada.

O caso também repercute no meio político, uma vez que envolve um ex-presidente da República e ocorre em um momento de forte polarização no país. Apesar disso, o CFM enfatiza que a análise será estritamente técnica, sem viés político.

Enquanto a apuração segue em andamento, o atendimento médico a Jair Bolsonaro permanece sob responsabilidade das equipes designadas, e novos esclarecimentos devem ser apresentados conforme o avanço das investigações.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

06:39, 05 Mar

Imagem Clima

24

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Pessoas em situação de vulnerabilidade no Recife
Vulnerabilidade

Recife cresce em empregos, mas 1 em cada 4 famílias ainda depende do Bolsa Família

Mesmo com saldo positivo de 752 vagas formais em janeiro de 2026,um total de 23% das famílias recifenses ainda dependem de programas sociais.

Lula e Gleisi Hoffmann
Saída

Gleisi confirma que vai deixar Secretaria de Relações Institucionais para concorrer ao Senado

No lugar, assumirá o secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), apelidado de Conselhão, Olavo Noleto.

Bairro do Cajueiro, na zona norte do Recife, enfrenta há mais de 40 anos problemas graves de enchentes
Vulneráveis

Cajueiro, bairro do Recife, enfrenta 40 anos de enchentes do rio Beberibe

O bairro sofre há décadas com enchentes e moradores enfrentam perdas materiais, problemas de saúde e vulnerabilidade social.

mais notícias

+

Newsletter