Moradores de rua no Recife Foto Montagem/Portal de Prefeitura
Vídeos que circulam nas redes sociais nas últimas semanas mostram o centro do Recife durante a madrugada — ruas vazias, comércios fechados e, principalmente, dezenas de pessoas em situação de rua ocupando calçadas e praças. As imagens, registradas por um influenciador local, escancaram uma realidade que o poder público parece ignorar: a negligência com a população mais vulnerável e o abandono progressivo da região central da capital pernambucana.
Durante o dia, o centro ainda tenta manter sua rotina comercial e administrativa. À noite, revela seu outro lado — o da exclusão social e da ausência do poder público.
A presença constante de pessoas dormindo nas ruas não é um fenômeno novo, mas sua naturalização é alarmante. As imagens ganham força justamente por revelarem o que muitos preferem não ver: uma cidade onde a desigualdade está a céu aberto, sem qualquer tentativa concreta de resolução.
Apesar de programas pontuais e anúncios esporádicos de investimentos em habitação e assistência social, a política pública voltada à população em situação de rua no Recife segue limitada, desarticulada e visivelmente insuficiente. O centro histórico, espaço de importância simbólica e cultural para a cidade, parece ter sido deixado à própria sorte — junto com quem sobrevive nele.
Mais do que expor o problema, os vídeos funcionam como um retrato silencioso da ineficiência da atual gestão. Enquanto as imagens ganham engajamento, cresce também o questionamento: onde está o planejamento urbano e social da Prefeitura? Qual é a prioridade quando parte da população dorme sob marquises e a resposta institucional se limita a ações emergenciais ou paliativas?
O centro do Recife não foi esvaziado apenas pelo comércio ou pela mudança no uso dos espaços — foi esvaziado pela ausência do poder público. E enquanto isso não for enfrentado com seriedade, qualquer tentativa de revitalização será superficial. A cidade precisa mais do que obras — precisa de políticas públicas que enxerguem as pessoas.
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O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
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