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"Brasil vive sina desgraçada de que pobre tem que nascer e morrer pobre", diz Lula

O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (12), que não foi eleito para "fazer benefício para rico". Segundo ele, os ricos recebem R$ 860 bilhões em isenções fiscais no Brasil.

Jameson Ramos

12 de junho de 2025 às 14:42   - Atualizado às 14:45

Presidente Lula.

Presidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quinta-feira, 12 de junho, que não foi eleito para "fazer benefício para rico". Segundo ele, os ricos recebem R$ 860 bilhões em isenções fiscais e o Brasil vive uma "sina desgraçada de que pobre tem que nascer e morrer pobre".

"Eu não fui eleito para fazer benefício para rico. Eu quero que eles ganhem o que eles têm direito. Eu não quero impedir que eu bote as pessoas mais pobres na escola, eu não tive escola e oportunidade. Eu quero garantir que o filho de uma empregada doméstica possa disputar a mesma vaga na universidade que o filho da patroa dela, e que vença o melhor", afirmou o presidente.

Nesta quinta, Lula participou de uma cerimônia para anunciar avanços do Acordo Rio Doce, na cidade de Mariana, em Minas Gerais. 

Na agenda, o presidente anunciou medidas voltadas à reparação dos danos provocados pelo rompimento da barragem do Fundão, em 2015, e para o fortalecimento da produção agrícola no estado. As ações fazem parte de uma ampla agenda do Governo Federal em busca de justiça socioambiental, reconstrução e desenvolvimento sustentável que atenderá 37 mil famílias e destinará cerca de R$ 132 bilhões.

Pesquisa

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Pesquisa divulgada na quarta-feira, 11 de junho, pela Futura Inteligência aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria derrotado por Jair Bolsonaro (PL) e aparece em empate técnico com Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior em simulações de segundo turno.

Na disputa contra Bolsonaro, atualmente inelegível, Lula tem 39,9% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente soma 48,4%. A diferença está fora da margem de erro da pesquisa, que é de 3,1 pontos percentuais.

Em um eventual segundo turno com Michelle Bolsonaro, Lula registra 40,9%, contra 46,2% da ex-primeira-dama. A diferença está dentro da margem de erro, configurando empate técnico.

Nos demais cenários de segundo turno, o resultado também aponta equilíbrio:

  • Lula (41,1%) x Tarcísio de Freitas (41,0%)
  • Lula (39,9%) x Ratinho Júnior (38,8%)
  • Lula (39,5%) x Ronaldo Caiado (35,1%)

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