Presidente Lula e Javier Milei da Argentina Foto: Presidência da Republica
O Brasil deixará de representar os interesses diplomáticos da Argentina na Venezuela, função que exercia desde agosto de 2024, quando o governo de Javier Milei retirou o corpo diplomático argentino de Caracas. A decisão foi comunicada ao governo argentino na última quinta-feira, 8 de janeiro, e às autoridades venezuelanas na sexta-feira, 9 de janeiro. A expectativa é que a Itália assuma a tutela da embaixada argentina no país.
Fontes do governo brasileiro informaram a CNN Brasil que o encerramento da representação ocorreu após uma série de manifestações públicas de Milei nas redes sociais com críticas diretas e indiretas ao Brasil e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo essas fontes, o conteúdo das postagens comprometeu a relação de confiança necessária para a continuidade da mediação diplomática.
Entre as publicações citadas está um vídeo compartilhado por Milei em que ele comemora a captura de Nicolás Maduro, encerrando a gravação com uma imagem de Lula abraçado ao líder venezuelano.
Outra postagem que causou repercussão negativa mostrou um mapa da América do Sul dividido em dois blocos, com a Argentina representada de forma futurista e o Brasil retratado como uma grande favela.
Desde que assumiu a tutela da embaixada argentina em Caracas, o Brasil realizou intermediações entre a Argentina e o governo venezuelano. A atuação incluiu medidas para proteger e garantir condições de sobrevivência a refugiados venezuelanos que estavam abrigados na representação diplomática argentina.
O governo brasileiro também manteve contatos frequentes com autoridades venezuelanas para obter informações e solicitar a libertação de um agente da gendarmeria argentina preso no país no ano passado. As ações ocorreram mesmo diante do risco de desgaste diplomático com o governo de Maduro.
Segundo fontes oficiais, a alteração das circunstâncias políticas em Caracas, após a captura de Maduro, contribuiu para a decisão de encerrar a representação. A avaliação interna apontou que não havia mais condições políticas para manter o papel de mediador entre os dois países.
Integrantes do governo brasileiro afirmaram que a continuidade da representação se tornou incompatível com o atual contexto das relações bilaterais e com as declarações públicas feitas pelo presidente argentino.
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