O ministro fez a cerimônia em uma região que tem forte presença do MTST, do qual o psolista foi um dos principais líderes antes de ingressar na gestão federal.
Boulos realiza segunda posse na favela e lança Governo na Rua para aproximar Lula de comunidades. Foto: Divulgação
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), escolheu o Morro da Lua, na zona sul de São Paulo, para marcar o início de uma nova fase no governo Lula (PT).
Em um evento simbólico no sábado, 8 de novembro, o ministro lançou o programa “Governo na Rua”, iniciativa que pretende aproximar o Palácio do Planalto das comunidades periféricas de todo o país.
O local escolhido para o lançamento não foi por acaso. A comunidade do Morro da Lua fica a menos de quatro quilômetros da casa de Boulos e foi ali que ele iniciou sua campanha à Prefeitura de São Paulo em 2020. A região tem forte presença do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), do qual o ministro foi um dos principais líderes antes de ingressar no governo.
Durante o evento, Boulos destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que ele não se limitasse às atividades burocráticas do ministério.
“O Lula me pediu para não ser só um ministro que fique sentado na cadeira”, afirmou. Ele acrescentou que o programa busca criar uma ponte direta entre o governo e as comunidades. “Nós vamos andar pelos 27 estados do Brasil e ouvir o povo na quebrada, na periferia, não é em centro de convenção, não é na Avenida Paulista”, completou.
O Governo na Rua tem como objetivo principal identificar as demandas da população periférica e levá-las para discussão dentro do governo federal. A proposta pretende fortalecer o diálogo com movimentos sociais, trabalhadores informais, lideranças comunitárias e grupos culturais, aproximando as decisões de Brasília das realidades locais.
O evento contou com a presença de militantes do MTST, representantes de movimentos de entregadores, rappers e parlamentares do PSOL. Em um discurso direcionado aos apoiadores, Boulos defendeu políticas públicas que combatam a desigualdade e criticou setores da direita que, segundo ele, “só falam em cortar verbas”.
O ministro afirmou que pretende buscar soluções fiscais que não penalizem os mais pobres. “Vamos arrumar dinheiro taxando milionários, bancos e bets”, disse, em referência às casas de apostas.
Além disso, Boulos defendeu mudanças na jornada de trabalho, criticando o modelo de escala 6x1, que obriga o trabalhador a ter apenas um dia de folga por semana.
“Outra coisa é você viver para trabalhar e não conseguir fazer mais nada da vida. Isso a gente não aceita. Vamos brigar para que acabe a escala 6x1 nesse país”, afirmou o ministro, sob aplausos de apoiadores.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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