Guilherme Boulos e o presidente Lula Foto: Ricardo Stuckert / PR
O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), nome mais votado da história da esquerda brasileira, esteve no Recife na ultima quinta-feira (7) para lançar seu novo livro, Para onde vai a esquerda? (Editora Contracorrente). A agenda na capital pernambucana incluiu uma aula pública na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), reuniões políticas e o lançamento oficial do livro na livraria O Jardim, no bairro da Boa Vista.
Com uma hora de atraso e em um espaço lotado, Boulos falou por cerca de 15 minutos, mas foi direto ao ponto: o livro, segundo ele, não entrega respostas prontas, mas convida à reflexão sobre os caminhos que a esquerda brasileira precisa trilhar para reconquistar protagonismo político e popular.
“A esquerda perdeu um pouco da capacidade de motivar sonhos e visões de futuro em milhões de pessoas. Precisamos recuperar a confiança do povo e voltar a despertar esperança”, afirmou.
Segundo o parlamentar, é necessário sair da defensiva e pautar o debate público com novas ideias e estratégias. Entre os pontos centrais está a necessidade de reimaginar o projeto político da esquerda de forma que ele volte a ser visto como uma alternativa real de futuro pelas novas gerações.
Boulos também reconhece que a extrema direita tem ocupado esse espaço com habilidade — ainda que, segundo ele, por meio de "métodos rebaixados". A crítica não é apenas ao conteúdo, mas à forma como a direita tem feito política: disputando valores, narrativas e corações com militância constante, especialmente nas redes sociais.
“Eles entenderam que a mobilização não termina nas eleições. O campo da esquerda, ao contrário, costuma se desmobilizar. Isso precisa mudar”, alertou o deputado, citando como exemplo positivo a campanha online pela taxação dos super-ricos, que ganhou apoio popular.
Para ele, disputar o campo digital é fundamental — mas não suficiente. Boulos enfatiza que é preciso retomar o trabalho de base nos territórios, reconstruindo pontes com a população, sobretudo com a classe trabalhadora informal e dispersa, que hoje escapa das antigas formas de organização política e sindical.
“A direita aprendeu com a gente. Usou métodos como os das comunidades eclesiais de base e da Teologia da Libertação. Agora, a esquerda precisa retomar esse legado e atualizar sua forma de atuação”, disse.
No livro, Boulos propõe uma espécie de “virada estratégica”, com reconexão popular, mobilização permanente e ousadia política. Para ele, o grande desafio da esquerda não está apenas em vencer eleições, mas em disputar valores e narrativas no cotidiano das pessoas, recuperando o que ele chama de “espírito missionário” — uma energia transformadora que hoje, em sua visão, está mais presente no outro lado do espectro político.
Da redação do Portal com Informações do Site Marco Zero Conteúdo
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