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Bolsonaro rebate críticas de Malafaia a Motta: "Não dá para fazer as coisas na base da pancada"

O ex-presidente disse que, por não conhecer o funcionamento do Congresso Nacional, o pastor exagerou nas palavras.

Everthon Santos

11 de abril de 2025 às 10:07   - Atualizado às 10:07

Malafaia, Bolsonaro e Hugo Motta.

Malafaia, Bolsonaro e Hugo Motta. Foto: Divulgação

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou amenizar as críticas do pastor evangélico Silas Malafaia contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O ex-chefe do Executivo federal disse na quarta-feira, 9 de abril, que, por não conhecer o funcionamento do Congresso Nacional, o pastor não entende que "não dá para resolver na pancada".

Em ato pró-anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, na Avenida Paulista, em São Paulo, Malafaia disse que Motta "envergonha o honrado povo da Paraíba" por não pautar o projeto de lei para perdão dos envolvidos nos atos golpistas.

No podcast "Direto de Brasília", da Folha de Pernambuco, Jair Bolsonaro foi perguntado se Malafaia não teria sido "muito duro" com Motta, o que poderia mais prejudicar do que ajudar a causa da anistia e diminuir seu próprio valor como aliado.

Ele reconheceu que o pastor é "duro com muita gente", mas atribuiu "grande parte do movimento de São Paulo" (se referindo ao ato) a suas convocações e o descreveu como "objetivo e verdadeiro".

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Além dos elogios, Bolsonaro tentou justificar as declarações do aliado.

"Ele não sabe como funciona o Parlamento, com todo respeito. É um líder evangélico, cristão, psicólogo, mas não teve a vivência que eu tive de 28 anos de Parlamento, dois como vereador e quatro na Presidência. Não dá para fazer as coisas na base da pancada. Espana a rosca e não vai chegar a lugar nenhum", afirmou.

O ex-presidente também atribuiu a ofensiva de Malafaia contra Motta ao temperamento e à personalidade do líder evangélico.

"Ele tem seu comportamento. Quando estou com Malafaia, eu sou bombeiro, acredite se quiser. Ele fica indignado com muita coisa", explicou.

Procurado pelo Estadão, Silas Malafaia disse que as declarações de Bolsonaro demonstram que não há "jogo combinado" entre eles.

"Isso não me incomoda em nada. Mostra que nós temos maturidade, é uma opinião dele que eu respeito, mas eu sei me posicionar e tenho minhas posições, somos amigos e vamos continuar juntos, marchando. A divergência é boa, a unanimidade e subserviência a uma pessoa é burra", afirmou.

Em vídeo publicado em suas redes sociais na terça-feira, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo chamou o presidente da Câmara de "mentiroso", por ter dito que conduzirá o tema da anistia "com a serenidade que ele requer" em meio à pressão dos parlamentares bolsonaristas para que a votação seja realizada.

Motta foi acusado de pautar projetos que supostamente favoreceriam o Judiciário em vez de se voltar para a discussão do projeto de lei.

"Ele falou que é contra a urgência do projeto da anistia porque isso tensiona os Poderes da República. Mentiroso. A anistia pertence ao Congresso Nacional, não pertence ao STF, nem a Lula e seu governo. Ele está enganando o povo brasileiro", afirmou Malafaia na publicação.

Conforme a Coluna do Estadão, o plano de Motta é construir um acordo para revisão das penas fixadas para os condenados pelos atos golpistas, com o intuito de pacificar o País. A concretização envolve a escuta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na quarta-feira, Motta e Bolsonaro se encontraram pessoalmente para tratar do "PL da Anistia".

Estadão Conteúdo

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