Bolsonaro e Moraes. Foto¹: Reprodução; Foto²: José Cruz/Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode enfrentar um novo desdobramento judicial nesta terça-feira, 22 de julho, após ter sido advertido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por possível descumprimento das medidas cautelares impostas contra ele.
A advertência veio depois de Bolsonaro divulgar, por meio de suas redes sociais, links de entrevistas que concedeu recentemente à imprensa. O uso das redes, mesmo de forma indireta, está proibido por ordem judicial.
A defesa do ex-presidente recebeu prazo de 24 horas para explicar a publicação. O prazo começou a contar na segunda-feira (21), quando Moraes determinou a intimação formal dos advogados. Caso não haja justificativa convincente ou se ficar comprovado o descumprimento, o ministro poderá decretar a prisão preventiva de Bolsonaro a qualquer momento, inclusive nesta terça-feira.
Na sexta-feira (18), Alexandre de Moraes determinou uma série de medidas cautelares contra o ex-presidente, como parte de uma investigação sobre suposta trama golpista. Entre elas, está a proibição de uso de redes sociais, seja diretamente ou por meio de terceiros.
No entanto, Bolsonaro publicou links para entrevistas que concedeu a veículos de comunicação nos últimos dias, o que o ministro considerou como uma forma de burlar a ordem judicial. Moraes deixou claro que, mesmo que as postagens não tenham sido feitas por ele pessoalmente, qualquer conteúdo relacionado às falas do ex-presidente não pode ser compartilhado em suas páginas ou perfis gerenciados por aliados.
Na tarde desta segunda-feira (21), Bolsonaro apareceu na Câmara dos Deputados usando a tornozeleira eletrônica, gesto que foi amplamente divulgado pela imprensa e redes sociais. As imagens repercutiram rapidamente, levantando questionamentos sobre a estratégia de comunicação do ex-presidente diante das restrições.
As medidas cautelares fazem parte de um inquérito que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro em articulações com aliados do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A suspeita é de que o grupo tenha tentado interferir na democracia brasileira e pressionar instituições nacionais, como o STF, para impedir o avanço das investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado.
O inquérito, que tramita no Supremo, ganhou força após o depoimento de militares, ex-ministros e aliados próximos ao ex-presidente. A decisão de Moraes de incluir Bolsonaro nas medidas aconteceu após novos elementos surgirem no processo.
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Dados extraídos do celular do banqueiro revelam que ele prestava contas ao ministro do STF sobre as negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito do inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.
Até o momento, não foram divulgados os nomes das pessoas supostamente envolvidas.
O veto aparece em uma das trocas de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro.
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