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Defesa de Bolsonaro pede a Moraes tratamento com estímulos elétricos no crânio do ex-presidente

Os advogados pedem que as sessões ocorram, preferencialmente, ao final do dia, em horário próximo ao repouso noturno, respeitadas as regras de segurança.

Ricardo Lélis

21 de fevereiro de 2026 às 17:26   - Atualizado às 17:26

Ex-presidente Jair Bolsonaro em hospital.

Ex-presidente Jair Bolsonaro em hospital. Foto: Divulgação

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou na sexta-feira, 20 de fevereiro, um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para autorizar a realização, nas dependências da Papudinha, de um tratamento de saúde que consiste na aplicação de estímulos elétricos no crânio.

No requerimento apresentado, os advogados informam que Bolsonaro foi submetido, durante um internação ocorrida no fim de abril de 2025, a um protocolo de neuromodulação não invasiva por Estímulo Elétrico Craniano (CES), conduzido pelo psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado.

Segundo a petição, o tratamento é feito por meio de clipes auriculares bilaterais, com sessões de 50 minutos a uma hora, enquanto o paciente permanece em repouso consciente.

"Quando das primeiras aplicações da neuromodulação, então por oito dias, foi possível documentar melhoras perceptíveis tanto nos parâmetros gerais de saúde, incluindo sono e ansiedade/depressão, como também no quadro de soluços", argumentam os advogados. E, de fato, no período em que o Peticionário se submeteu a referido tratamento, houve melhora significativa na qualidade do sono e no quadro de soluços, que chegaram a parar durante aquele período daquela internação".

Com base nessas informações, os advogados sustentam que a neuromodulação seria uma complementação necessária ao tratamento medicamentoso atualmente utilizado por Bolsonaro.

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No pedido, a defesa requer a entrada do profissional e do aparelho nas dependências do presídio três vezes por semana.

Os advogados pedem que as sessões ocorram, preferencialmente, ao final do dia, em horário próximo ao repouso noturno, respeitadas as regras de segurança. Os advogados argumentam que o tratamento precisa ser realizado de forma constante e por prazo indeterminado.

Bolsonaro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, também conhecido como Papudinha. Ele foi transferido para a unidade em 15 de janeiro após uma articulação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

O ex-presidente foi condenado em 11 de setembro do ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por comandar uma tentativa de golpe. Ele foi considerado culpado pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

A defesa insiste no argumento da saúde do ex-presidente para tentar que Bolsonaro possa cumprir prisão domiciliar.

Ainda assim, parecer médico elaborado por peritos da Polícia Federal concluiu que o estado de saúde de Bolsonaro exige acompanhamento contínuo, mas não impede sua permanência no presídio. A avaliação clínica foi realizada em 20 de janeiro.

Estadão Conteúdo

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