Gilson Machado e Jair Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega/Planalto
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ignorou a prisão de Gilson Machado Neto, ex-ministro do Turismo e um de seus principais aliados políticos na região Nordeste.
Mesmo com a ampla repercussão do caso na imprensa, Bolsonaro preferiu manter silêncio sobre o assunto e focou suas postagens em temas distintos.
Gilson Machado foi preso nesta sexta-feira, 13 de junho, em Recife, suspeito de ajudar o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, a tentar sair do país por meio de um passaporte português emitido de forma irregular. A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal conduzem as investigações.
Apesar do vínculo político direto e da longa parceria entre os dois, Bolsonaro não demonstrou publicamente qualquer solidariedade a Gilson Machado. Pelo contrário, horas após a notícia da prisão tomar conta das redes sociais e portais de notícias, o ex-presidente publicou dois conteúdos em suas redes que ignoraram completamente o caso.
Na primeira postagem, Bolsonaro compartilhou um vídeo da sua visita ao Hospital Rio Grande, em Natal (RN), realizada nesta manhã. Na gravação, ele aparece conversando com funcionários da unidade de saúde e posando para fotos. Em seguida, compartilhou uma publicação da deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que criticava o aumento de impostos no país.
As duas publicações chamaram atenção por não citarem, em nenhum momento, a prisão do ex-ministro.
Gilson Machado esteve com Bolsonaro na quinta-feira (12), no Rio Grande do Norte. Ambos participaram de agendas políticas no estado e posaram juntos para fotos.
Um dia depois, a Polícia Federal prendeu o ex-ministro no Recife, como parte de um inquérito que investiga uma suposta tentativa de fuga de Mauro Cid.
A PGR afirma que Gilson atuou diretamente para obter um passaporte português em nome de Mauro Cid, com o objetivo de tirar ele do Brasil sem levantar suspeitas.
2
23:31, 01 Out
26
°c
Fonte: OpenWeather
Neste momento, a Policia Militar do Distrito Federal realiza uma operação com equipes do esquadrão anti-bomba.
Com a desistência, os dois principais candidatos presidenciais chegarão à votação do primeiro turno sem ter participado de nenhum debate.
O instituto ouviu 2.506 pessoas de 16 anos ou mais entre 28 e 30 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
mais notícias
+