O ex-presidente disse ainda que ele é o responsável por administrar o dinheiro arrecadado e que utiliza o valor para pagar contas pessoais e, em algumas situações, repassa para Michelle.
Gilson Machado e Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/ PR
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou em depoimento à Polícia Federal, na quinta-feira, 5 de junho, que partiu do ex-ministro Gilson Machado (PL) a iniciativa de pedir Pix para custear as despesas do deputado licenciado, Eduardo Bolsonaro (PL), nos EUA.
De acordo com Bolsonaro, ele apenas tinha comentado com Gilson sobre as despesas que estava tendo com Eduardo nos Estados Unidos. O que despertou a iniciativa do ex-ministro para pedir dinheiro aos seus apoiadores.
Em depoimento à PF, o ex-presidente revelou que Gilson Machado ainda conseguiu arrecadar R$ 1 milhão de doações com os pedidos, mas que esse valor não foi repassado para Eduardo.
Bolsonaro disse ainda que é ele o responsável por administrar o dinheiro arrecadado e que utiliza o valor para pagar contas pessoais e, em algumas situações, repassa valores para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Ajuda
Após o depoimento à PF, o ex-presidente Bolsonaro confirmou à imprensa que depositou, em maio, R$ 2 milhões para o filho Eduardo se sustentar nos Estados Unidos, onde promove uma campanha contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele negou, contudo, que as sanções que o governo americano estuda aplicar ao magistrado sejam consequência da atuação da família.
O ex-presidente atribuiu as possíveis sanções contra Moraes a medidas tomadas pelo ministro contra cidadãos americanos por manifestações nas redes sociais.
"Teve um gancho do X também por ocasião das eleições passadas. E também uma ordem de prisão do sr. Alexandre de Moraes contra uma brasileira com dupla cidadania nos Estados Unidos por ter tutano, algo que a equipe dele não gostou."
Eduardo Bolsonaro passou a ser investigado pelo STF no dia 26 de maio deste ano. A Procuradoria-Geral da República (PGR) alegou que o filho de Jair Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, tem buscado do governo americano sanções a integrantes do STF, do Ministério Público e da Polícia Federal com o "intuito de embaraçar o andamento do julgamento" contra seu pai, réu no Supremo por tentativa de golpe de Estado.
Embora tenha admitido que o trabalho de Eduardo, que se licenciou do mandato de deputado federal, seja denunciar o que bolsonaristas entendem ser abusos do STF na investigação da tentativa de golpe, o ex-presidente rechaçou a tese de que Eduardo seja o responsável por articular punição a Moraes.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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