Bolsonaro e Lula têm nomes citados em arquivos do caso Epstein Foto: Ton Molina/STF
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou recentemente uma nova leva de arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo cerca de 3 milhões de páginas de documentos, 180 mil imagens e 2.000 vídeo.
Entre os materiais, aparecem menções a brasileiros, incluindo os ex-presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
É importante ressaltar que ser citado nos documentos não significa envolvimento direto nos crimes sexuais atribuídos a Epstein. Além disso, os arquivos são divulgados sem contexto, abrangendo emails, mensagens de texto, relatórios de investigação e notícias.
Nos arquivos, aparecem mensagens atribuídas a Epstein sobre conversas com Steve Bannon, estrategista americano, durante a campanha presidencial de 2018. Os diálogos indicam que Bannon desejava manter relações com Bolsonaro “nos bastidores” e via a eleição brasileira como estratégica para projetos políticos globais.
As trocas sugerem interesse em uma eventual aproximação após o segundo turno, inclusive a possibilidade de uma visita de Bannon ao Brasil. Não há, entretanto, evidências de que Bolsonaro tenha mantido contato direto com Epstein ou participado das conversas.
Quanto a Lula, os documentos incluem emails em que Epstein afirma ter recebido uma ligação do linguista Noam Chomsky com o petista na linha, enquanto ele estava preso em Curitiba, em 2018. A Presidência da República negou a ligação, e especialistas apontam que tal comunicação seria incompatível com as regras da carceragem da Polícia Federal.
As mensagens também incluem comentários genéricos de Epstein sobre política e negócios na América do Sul, mas não apresentam provas de contato direto entre Lula e o financista nem indicam participação em irregularidades.
15:50, 10 Fev
30
°c
Fonte: OpenWeather
Questionado sobre possíveis nomes para a disputa de São Paulo, Edinho evitou cravar candidaturas, mas reconheceu o peso político de Fernando Haddad .
O presidente também disse que evita confrontos diretos porque o objetivo do Brasil não envolve disputas pessoais ou tensões desnecessárias entre governos.
A declaração foi feita durante participação na CEO Conference Brasil 2026, organizada pelo BTG Pactual, em São Paulo.
mais notícias
+