Pernambuco, 06 de Março de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

BOLSONARO atuou de forma "DIRETA E EFETIVA" para tentar GOLPE EM 2022, diz PF

No documento, os investigadores também afirmam que o ex-presidente tinha conhecimento do plano que, segundo a corporação, pretendia sequestrar ou matar autoridades.

Ricardo Lélis

26 de novembro de 2024 às 18:17   - Atualizado às 18:24

Ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil/ Arquivo

A Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro atuou de "forma direta e efetiva" nos atos executórios para tentar um golpe de Estado em 2022.

A informação está no relatório no qual a PF indiciou Bolsonaro e mais 36 acusados por golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O sigilo foi derrubado nesta terça-feira, 26 de novembro, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do chamado inquérito do golpe.

De acordo com a PF, Bolsonaro tinha conhecimento sobre o planejamento das ações para atentar contra a democracia brasileira.

"Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca que o então presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um golpe de estado e da abolição do estado democrático de Direito, fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à sua vontade", diz o relatório.

Veja Também

No documento, os investigadores também afirmam que Bolsonaro tinha conhecimento do chamado Punhal Verde e Amarelo, plano que, segundo a PF, foi elaborado pelos indiciados para sequestro ou homicídio do ministro Alexandre de Moraes, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

"Há também nos autos relevantes e robustos elementos de prova que demonstram que o planejamento e o andamento dos atos eram reportados a Jair Bolsonaro, diretamente ou por intermédio de Mauro Cid. As evidências colhidas, tais como os registros de entrada e saída de visitantes do Palácio do Alvorada, conteúdo de diálogos entre interlocutores de seu núcleo próximo, análise de ERBs [torres de celular], datas e locais de reuniões, indicam que Jair Bolsonaro tinha pleno conhecimento do planejamento operacional (Punhal Verde e Amarelo), bem como das ações clandestinas praticadas sob o codinome Copa 2022", diz a PF.

Ainda segundo a corporação, o ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o Brasil no final de 2022 para evitar eventual prisão e aguardar o desfecho dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Em dezembro de 2022, nos últimos dias de seu mandato, Bolsonaro embarcou para os Estados Unidos e retornou somente em março de 2023.

A Polícia Federal finalizou as investigações afirmando que, apesar dos atos para implementação, o golpe de Estado não ocorreu porque o alto comando das Forças Armadas não aderiu ao movimento golpista.

"Destaca-se a resistência dos comandantes da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Baptista Junior, e do Exército, general Freire Gomes e da maioria do alto comando que permaneceram fiéis à defesa do Estado Democrático de Direito, não dando o suporte armado para que o então presidente da República consumasse o golpe de Estado", concluiu a PF.

Agência Brasil

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

17:55, 06 Mar

Imagem Clima

29

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Mario Gomes, ex-ator da Globo.
Polêmica

Ex-galã da Globo assume presidência de partido e propõe Forças Armadas no Rio

Ator e político defende atuação militar para segurança urbana e amplia presença no cenário político fluminense.

Lula y el presidente iraní Ebrahim Raisi durante una reunión bilateral del BRICS en Johannesburgo (2023)
Declaração

Irã agradece ao Brasil por condenar ataques dos EUA e Israel

Declaração diplomática reforça peso do posicionamento brasileiro, enquanto crise no Oriente Médio eleva riscos estratégicos, econômicos e de segurança para o país.

Ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Bastidores

Oposição pede prisão de Moraes após vazamento de mensagens com Daniel Vorcaro

Dados extraídos do celular do banqueiro revelam que ele prestava contas ao ministro do STF sobre as negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito do inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.

mais notícias

+

Newsletter