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Barroso afirma que vai para "retiro espiritual" para refletir se deve continuar no STF

O ministro disse que não tem interesse em cargos diplomáticos, reforçando que, caso continue na vida pública, sua prioridade seria permanecer na Corte.

Redação

29 de setembro de 2025 às 08:43   - Atualizado às 08:44

Luís Roberto Barroso.

Luís Roberto Barroso. Foto: Roberto Jayme/ASCOM/TSE

O ministro Luís Roberto Barroso, que deixou a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) no domingo, 28 de setembro, declarou que ainda não decidiu se continuará na Corte após encerrar seu mandato à frente da instituição.

A definição, segundo ele, será tomada em outubro, durante um retiro espiritual de uma semana, quando pretende refletir sobre o futuro pessoal e profissional.

Nesta segunda-feira (29), a presidência do Supremo será assumida pelo ministro Edson Fachin, que passa a comandar o tribunal.

A mudança de liderança marca também um momento de indefinição para Barroso, que, em entrevista à GloboNews, admitiu sentir que pode ter concluído um ciclo dentro da mais alta instância do Judiciário.

Em entrevista à GloboNews, o ministro revelou que sua decisão está ligada a questões íntimas. Ele lembrou que, enquanto sua esposa era viva, havia um acordo para deixar o tribunal logo após a presidência, a fim de aproveitar a vida em viagens e momentos de descanso. Com a morte dela, essa motivação perdeu força, o que o deixou diante de uma escolha mais aberta.

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“Eu já disse isso com toda franqueza: quando minha mulher viva ainda tinha, nós tínhamos um ajuste de que eu sairia depois da minha presidência, para aproveitar o instante, para a gente passear. Essa motivação já não tenho”, afirmou.

Apesar da dúvida sobre a permanência, Barroso destacou que mantém uma boa convivência com os demais ministros e que valoriza o trabalho realizado no Supremo. Ele disse que não tem interesse em cargos diplomáticos, reforçando que, caso continue na vida pública, sua prioridade seria permanecer no STF.

“Eu gosto do STF. Tenho uma relação boa com meus colegas. Às vezes tenho a sensação de ter cumprido um ciclo. Não quero lugar de nenhum embaixador”, comentou.

O ministro também ressaltou os pontos positivos e negativos da função. Entre as vantagens, citou a relevância institucional e a importância das decisões do tribunal. Por outro lado, mencionou os impactos pessoais, como a exposição de familiares a críticas e ataques.

“O Supremo tem muitas coisas boas. Tem um lado negativo: a exposição das pessoas que você gosta. Minha mulher sofria, meus filhos. Um nível de maldade”, desabafou.

 

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