Pernambuco, 28 de Março de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

BANCO CENTRAL projeta taxa Selic em 14,25% em março de 2025 e alerta para cenário desafiador

A decisão veio alinhada às expectativas do mercado financeiro, que projetava a elevação dos juros.

17 de dezembro de 2024 às 11:53   - Atualizado às 12:13

Diretores do Copom (Comitê de Política Monetária).

Diretores do Copom (Comitê de Política Monetária). Divulgação/Banco Central

Nesta terça-feira, 17 de dezembro, o Banco Central divulgou a ata da reunião da semana passada, quando aumentou em 1 ponto percentual a taxa de juros.

No documento, os diretores do Copom (Comitê de Política Monetária), defenderam o “firme compromisso” de convergência da inflação à meta e projetaram mais duas altas similares da taxa Selic nas reuniões de janeiro e março.

Caso as decisões sejam confirmadas, os juros chegarão a 14,25% ao ano em março do ano que vem.

“O comitê então decidiu, unanimemente, pela elevação de 1 ponto percentual na taxa Selic e pela comunicação de que, em se confirmando o cenário esperado, antevê ajuste de mesma magnitude nas próximas duas reuniões”, informou o documento.

A alta é a terceira consecutiva desde setembro, e a maior desde maio de 2022, quando o comitê também tinha aumentado a Selic em 1 ponto percentual. A decisão veio alinhada às expectativas do mercado financeiro, que projetava a elevação dos juros.

Veja Também

A nova taxa valerá ao menos pelos próximos 45 dias, quando os diretores do BC voltam a se encontrar para discutir novamente a conjuntura econômica nacional.

O desafio da inflação em 2025

No comunicado, o Copom afirmou que vê o cenário de inflação “mais desafiador em diversas dimensões”.

Os diretores citaram um cenário de “atividade resiliente” com dinamismo maior do que esperado, como evidenciado na divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, e o aquecimento do mercado de trabalho, com aumento da população ocupada e queda da taxa de desemprego.

“O ritmo de crescimento do consumo das famílias e da formação bruta de capital fixo indica uma demanda interna crescendo em ritmo bastante intenso, apesar da política monetária contracionista”, diz o texto.

Alta nos preços

O Banco Central também relata que o cenário de inflação de curto prazo “se deteriorou”. A avaliação decorre da alta “significativa” dos preços dos alimentos, em função da inflação das carnes.

“Esse aumento tende a se propagar para o médio prazo em virtude da presença de importantes mecanismos inerciais da economia brasileira.”

O comunicado também cita o cenário externo “desafiador”, com incertezas econômicas e geopolíticas relevantes.

“Com relação aos Estados Unidos, permanece a incerteza sobre o ritmo da desinflação e da desaceleração da atividade econômica”.

Segundo o Copom, em paralelo a isso, a possibilidade de mudanças na condução da política econômica também traz “adicional incerteza” ao cenário, particularmente com possíveis estímulos fiscais, restrições na oferta de trabalho e introdução de tarifas à importação.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

13:20, 28 Mar

Imagem Clima

30

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Rejeição do Governo Lula entre evangélicos bate recorde e alcança quase 90%
Eleições

Rejeição do Governo Lula entre evangélicos bate recorde e alcança quase 90%

Entre católicos, Lula ainda mantém vantagem, mas insuficiente para compensar a resistência encontrada em outros grupos religiosos.

Relatório que envolvia Lulinha e ex-ministros de Lula e Bolsonaro é rejeitado pela CPMI do INSS
Barrado

Relatório que envolvia Lulinha e ex-ministros de Lula e Bolsonaro é rejeitado pela CPMI do INSS

. O parecer foi rejeitado por 19 votos a 12, o que impediu a aprovação do relatório final e marcou o encerramento da CPMI do INSS sem consenso entre os membros.

Prefeito João Campos, do Recife, e servidores em ato contra gestão.
Decisão

Servidores do Recife perdem a paciência com gestão João Campos e decretam greve; veja vídeo

Osmar Ricardo, presidente do Sindsepre, destaca que a decisão foi coletiva, consciente e necessária. Esclarece que na próxima segunda-feira (30) haverá uma nova assembleia.

mais notícias

+

Newsletter