Pobreza no Brasil Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
A insegurança alimentar na Bahia já atinge 11% dos domicílios, segundo dados recentes do Ministério da Saúde. O percentual está significativamente acima da média nacional, que é de 7%. Isso significa que, entre os quase 2 milhões de lares pesquisados no estado, mais de 200 mil vivem sem garantia de ter o que comer nos próximos dias ou semanas.
O dado mais alarmante vem da capital. Salvador é a cidade com maior proporção de famílias em risco alimentar entre todas as capitais brasileiras, segundo o levantamento. Por trás dos números, estão histórias reais de mães, pais e crianças que convivem com o medo constante da fome. “Tem dias que só tem arroz. E às vezes nem isso”, relata Maria*, moradora da periferia da cidade.
A identificação desses lares é feita por meio da Triagem para Risco de Insegurança Alimentar (TRIA), uma ferramenta simples, mas eficaz, que busca entender se nos últimos três meses a comida acabou antes que houvesse dinheiro para mais, ou se os moradores precisaram se alimentar apenas do que restava em casa.
Se as duas perguntas forem respondidas com “sim” por qualquer membro da casa, o domicílio já entra na lista de risco.
A TRIA foi criada para facilitar a atuação integrada de políticas públicas nos níveis municipal, estadual e federal. Por meio dela, os dados são compartilhados com os sistemas SUAS (Assistência Social), SUS (Saúde) e SISAN (Segurança Alimentar e Nutricional). A meta é não só mapear os casos de insegurança alimentar na Bahia, mas também garantir que essas famílias tenham acesso a programas sociais, cestas básicas, cozinhas comunitárias e atendimentos de saúde e nutrição.
O problema não se restringe aos centros urbanos. De acordo com a triagem, Muniz Ferreira, Santa Rita de Cássia e São Sebastião do Passé lideram entre os municípios baianos com maior incidência de insegurança alimentar.
A realidade enfrentada nesses locais mostra que o problema é mais amplo e atinge famílias em zonas rurais e áreas com menor acesso a políticas públicas. A logística, a renda e o acesso à informação também são obstáculos.
Apesar dos desafios, o governo busca aperfeiçoar a coleta de dados e a oferta de assistência. Mas, enquanto isso, a insegurança alimentar na Bahia segue sendo uma das faces mais duras da desigualdade social no Brasil.
O Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU em 2023 ao reduzir para menos de 5% a população em insegurança alimentar grave — limite usado pela FAO.
Essa conquista foi possível graças a uma série de ações públicas, como:
Apesar dos avanços, milhões ainda vivem com insegurança alimentar leve ou moderada. A saída do mapa é um passo importante, mas o combate à fome precisa continuar firme.
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