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Aposentadoria pode aumentar para idosos que seguem trabalhando; entenda a nova lei

Projeto em tramitação no Congresso prevê recálculo do benefício para aposentados que seguiram contribuindo após voltar ao mercado de trabalho.

Pedão Repórter

23 de janeiro de 2026 às 17:56   - Atualizado às 17:57

Aposentadoria dos idosos pode mudar com nova lei.

Aposentadoria dos idosos pode mudar com nova lei. Foto: Freepik

A aposentadoria de idosos que continuam trabalhando pode passar por mudanças significativas nos próximos anos. Um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional propõe permitir o reajuste do valor da aposentadoria para segurados do INSS que, mesmo após a concessão do benefício, permaneceram no mercado de trabalho e seguiram contribuindo mensalmente à Previdência Social.

Atualmente, o aposentado que volta a trabalhar ou mantém vínculo formal é obrigado a continuar recolhendo contribuição previdenciária, mas não tem direito a nenhum aumento no valor do benefício, independentemente do tempo adicional de contribuição. A proposta busca corrigir essa distorção e criar uma alternativa legal para valorizar quem segue ativo profissionalmente.

O que muda na aposentadoria de idosos que continuam trabalhando

O projeto prevê que o aposentado possa solicitar um novo cálculo da aposentadoria, considerando as contribuições feitas após a data da concessão do benefício. Na prática, isso pode resultar em um valor mensal maior, desde que o novo cálculo seja mais vantajoso do que o atual.

Um dos pontos centrais da proposta é que o segurado não perde a aposentadoria original. Caso o recálculo resulte em um valor inferior, ele poderá manter o benefício atual, sem prejuízo financeiro.

Quantos anos de contribuição seriam exigidos

Para ter direito ao pedido de recálculo, o texto estabelece que o aposentado precisará comprovar um período mínimo de novas contribuições após a aposentadoria, que pode chegar a cinco anos. Esse critério busca equilibrar o impacto financeiro da medida e evitar pedidos imediatos de revisão.

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Especialistas apontam que a regra funcionaria como uma alternativa à antiga desaposentação, prática que foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal por não ter previsão legal. Com a nova lei, o direito passaria a estar claramente definido em lei federal.

Impacto direto para aposentados do INSS

Caso seja aprovada, a mudança pode beneficiar milhões de brasileiros que continuam trabalhando por necessidade financeira ou opção pessoal. Para muitos idosos, o recálculo da aposentadoria representaria maior segurança econômica, especialmente diante do aumento do custo de vida e das despesas com saúde.

A proposta também reforça a ideia de justiça contributiva, já que o trabalhador aposentado continua pagando ao sistema previdenciário sem retorno direto sobre essas contribuições extras.

Tramitação e próximos passos

O projeto ainda precisa avançar em comissões da Câmara dos Deputados e do Senado, além de passar por análises técnicas sobre impacto orçamentário. Não há data definida para votação final, mas o tema vem ganhando força diante do envelhecimento da população brasileira e do crescimento do número de idosos economicamente ativos.

Enquanto a nova lei não é aprovada, seguem valendo as regras atuais do INSS, nas quais a aposentadoria de idosos que continuam trabalhando não sofre alteração no valor, mesmo com novas contribuições.

O que o aposentado deve fazer agora

Especialistas recomendam que aposentados que continuam trabalhando acompanhem a tramitação do projeto e mantenham toda a documentação previdenciária organizada. Caso a lei seja aprovada, esses registros serão fundamentais para solicitar o recálculo do benefício.

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