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Deputado Álvaro Porto evita falar sobre investigação do irmão que está na mira da Polícia Federal

O ex-deputado estadual Eduardo Porto é um dos investigados na Operação Firenze, que investiga um suposto esquema milionário de fraudes em licitações públicas e lavagem de dinheiro.

Jameson Ramos

10 de junho de 2025 às 09:05   - Atualizado às 09:05

Presidente da Alepe, Álvaro Porto, e o ex-deputado Eduardo Porto.

Presidente da Alepe, Álvaro Porto, e o ex-deputado Eduardo Porto. Foto: Montagem Portal/Divulgação/Alepe/Reprodução

Em busca de, mais uma vez, se afastar das investigações que têm como foco o seu irmão, o ex-deputado Eduardo Porto, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Alvaro Porto, se negou novamente, nesta segunda-feira (9), a comentar o assunto em entrevista ao Diario de Pernambuco.

Após conduzir a reunião com os professores da rede estadual de ensino para defender a votação do reajuste salarial da categoria, Álvaro foi procurado pelo Diario para falar sobre o assunto e respondeu: “Acho que vocês têm que procurar Eduardo Porto, isso não me diz respeito. Ele tem o CPF dele, eu tenho o meu. E não estou autorizado a falar sobre isso”, comentou, negando vínculo com as atividades do irmão.

O ex-deputado estadual Eduardo Porto é um dos investigados na Operação Firenze, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira, 5 de junho, para apurar um suposto esquema milionário de fraudes em licitações públicas e lavagem de dinheiro. 

Segundo a PF, o grupo suspeito teria desviado R$ 881,9 milhões, no período entre 2021 e 2024, a partir de contratos com órgãos municipais e estaduais para terceirização de mão de obra. A investigação da Operação Firenze corre sob sigilo e o total de alvos não foi informado.

O Diario de Pernambuco apurou que Eduardo Porto é suspeito de fazer parte de um dos núcleos investigados por suposta ligação com as empresas favorecidas. Já um segundo núcleo seria liderado por outro político de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

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Mandado

A Operação Firenze mobilizou 95 policiais federais e seis auditores da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, os agentes cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em Timbaúba, na Mata Norte, e Jaboatão. Também houve ações em São Paulo.

Um dos locais vasculhados foi uma casa em Alphaville, Pernambuco, condomínio de luxo, na BR-232, no Grande Recife, cujo endereço é atribuído a Eduardo Porto. Os agentes estiveram no local por volta das 6h de quinta-feira (5).

Da redação do Portal com informações do Diario de Pernambuco

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