(Esquerda para direita) Sargento Lidiane, Major Alessandra e 2° Tenente Bruna Foto: Exército do Brasil
A partir de 1º de janeiro de 2025, as jovens brasileiras que completam 18 anos poderão se alistar no serviço militar obrigatório, uma mudança histórica nas Forças Armadas do Brasil. Até então, o alistamento militar era exclusivo para homens, mas agora, pela primeira vez, mulheres terão a oportunidade de optar por servir nas Forças Armadas, que incluem o Exército, Aeronáutica e Marinha.
O alistamento será destinado às mulheres nascidas em 2007, que completarão 18 anos em 2025. O período de inscrição vai de 1º de janeiro a 30 de junho de 2025. As jovens interessadas poderão se inscrever presencialmente na junta militar de sua cidade ou realizar o processo de forma online.
Em um primeiro momento, 1.500 vagas serão oferecidas para o serviço militar feminino em 2025. A incorporação das voluntárias ocorrerá em 2026, após a conclusão da seleção e aprovação nas etapas de recrutamento.
É importante notar que o alistamento é voluntário até o momento da incorporação, quando o serviço militar se torna obrigatório, com as mesmas exigências para homens e mulheres. As candidatas que não comparecerem a uma das etapas do processo seletivo serão consideradas desistentes e perderão a oportunidade de ingressar nas Forças Armadas.
Ao se alistar, as jovens terão a possibilidade de escolher em qual Força Armada gostariam de servir: Exército, Marinha ou Aeronáutica. No caso do Exército, o ingresso se dá inicialmente como soldado. A jovem poderá ficar em serviço por um período mínimo de 12 meses, podendo a duração ser estendida até 8 anos, dependendo do desempenho e das necessidades da instituição.
Embora o alistamento seja voluntário, uma vez que a mulher seja incorporada, o serviço militar passa a ser obrigatório, e ela deverá cumprir todas as obrigações da mesma forma que os homens. Caso a candidata se desista após o ato de incorporação, ela será alocada na reserva não remunerada.
Com o decreto assinado pelo presidente Lula e pelo ministro da Defesa, José Múcio, o alistamento feminino marca uma nova fase para as Forças Armadas do Brasil. Tradicionalmente, as mulheres só podiam ingressar nas Forças Armadas por meio de instituições de ensino, como a Escola de Saúde do Exército e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Agora, o ingresso se dará de forma mais ampla, com o objetivo de integrar as mulheres de maneira gradual nas carreiras militares.
O ingresso das mulheres nas Forças Armadas será gradual, com uma previsão inicial de 20% das vagas destinadas ao público feminino. Com base nos últimos anos de alistamento, estima-se que cerca de 17 mil mulheres se alistem em 2025, considerando a média de 85 mil alistamentos anuais no Brasil.
As Forças Armadas já estão preparando campanhas de incentivo à participação feminina nas áreas militares. Isso visa garantir que as mulheres se sintam acolhidas e motivadas a ingressar em uma carreira de prestígio, com possibilidades de crescimento profissional, além de contribuir para a defesa do país.
O alistamento feminino é um marco para o Brasil e promete trazer novas perspectivas para o serviço militar, ampliando a diversidade e a inclusão nas Forças Armadas.
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