Pernambuco, 25 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

MULHER que enganou o EXÉRCITO por 33 anos terá que DEVOLVER R$ 3,7 MILHÕES de pensão, decide Justiça

O relator do caso destacou que a acusada, mesmo após ser orientada por seu marido a interromper os pagamentos indevidos, manteve o esquema.

Ricardo Lélis

30 de novembro de 2024 às 20:19   - Atualizado às 20:19

Mulher que fingia ser filha de militar e exército.

Mulher que fingia ser filha de militar e exército. Fotos: Reprodução. Edição: Portal de Prefeitura

O Superior Tribunal Militar (STM) negou o recurso de Ana Lucia Umbelina Galache de Souza, condenada por fraudar documentos para se passar por filha de um tio-avô, ex-combatente da Segunda Guerra Mundial.

A fraude permitiu que ela recebesse pensão militar por 33 anos, somando um prejuízo de R$ 3,7 milhões aos cofres públicos.  

A Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa de Ana Lucia, argumentou que não houve intenção criminosa, já que o registro como filha do militar foi realizado quando ela era menor de idade.

No entanto, a corte, por unanimidade, manteve a condenação da Justiça Militar de Mato Grosso do Sul.  

De acordo com o processo, a fraude teve início em 1988, quando Ana Lucia alterou sua documentação para incluir o sobrenome Zarate, declarando-se filha de Vicente Zarate, seu tio-avô e ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Veja Também

Com os novos documentos, que incluíam uma nova identidade e CPF, ela solicitou a habilitação como pensionista na Seção do Serviço de Inativos e Pensionistas (SSIP 9) do Exército.  

A pensão foi concedida e os pagamentos começaram ainda em 1988, poucos meses após a morte de Vicente Zarate, em outubro do mesmo ano. O benefício continuou sendo pago até 2022, quando a fraude foi descoberta.

O relator do caso, ministro Odilson Sampaio Benzi, destacou que a acusada, mesmo após ser orientada por seu marido a interromper os pagamentos indevidos, manteve o esquema.

A Justiça Militar entendeu que Ana Lucia agiu com plena consciência ao se passar por falsa dependente para obter vantagens financeiras, configurando o crime de estelionato.  

A corte também ressaltou o uso de dois nomes, identidades e CPFs diferentes como evidências claras de que a ré tinha o objetivo de ludibriar a Administração Militar.  

Ana Lucia deverá devolver o montante de R$ 3,7 milhões e cumprir a pena imposta pela Justiça Militar.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

11:53, 25 Out

Imagem Clima

30

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Flávio Bolsonaro possa para foto ao lado de esposa após votar, no Rio de Janeiro.
Registro

Flávio Bolsonaro vota no Rio de Janeiro e diz que representa a mudança para o Brasil

Candidato do PL chegou para votar ao lado da esposa Fernanda Bolsonaro, na Escola Municipal Barão Homem de Melo, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro.

Presidente TSE, Nunes Marques.
Monitoramento

Presidente do TSE, ministro Nunes Marques, acompanha abertura de sua seção eleitoral em Brasília

A eleição de 2026 foi marcada por uma série de medidas judiciais contra informações falsas, especialmente publicações nas redes sociais.

Conta de Luz
Decisão

STF define início do prazo de dez anos para devolução de cobranças indevidas na conta de luz

A contagem começa quando as empresas recuperaram o dinheiro pago a mais à Receita Federal ou quando a compensação tributária tiver sido definitivamente homologada. 

mais notícias

+

Newsletter