A declaração ocorreu após reunião com novos presidentes do Senado e da Câmara, eleitos no último sábado, 1º de fevereiro.
03 de fevereiro de 2025 às 13:30 - Atualizado às 13:35
Alexandre Padilha afirma que Lula nunca falou sobre reforma no primeiro escalão do governo Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Divulgação
O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse nesta segunda-feira, 3 de janeiro, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nunca falou com os ministros sobre uma reforma no primeiro escalão do governo.
Padilha deu a declaração no Palácio do Planalto após a reunião em que Lula recebeu os novos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre
Ele afirmou, porém, que Lula deve conversar com os dois congressistas sobre o desempenho dos ministros.
"Tanto o presidente Hugo Motta quando Davi Alcolumbre têm influência em seus partidos", declarou Padilha.
O ministro disse que a reforma do Imposto de Renda é uma das prioridades do governo, mas que o projeto ainda não tem data para apresentação. Também declarou que o governo tem espírito "não intervencionista" nos preços dos alimentos, e que o assunto não foi discutido com a cúpula do Congresso.
Estadão Conteúdo
O Senado elegeu no último sábado, 1º, Davi Alcolumbre (União-AP) presidente da Casa pelos próximos dois anos. Com 41 votos necessários para ser eleito, o parlamentar do Amapá volta ao cargo que ocupou entre 2019 e 2021. A apuração dos votos continua. Alcolumbre sucede a Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de quem é padrinho político.
Favorito durante todo o processo, o senador do União Brasil derrotou Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos Pontes (PL-SP). Marcos do Val (Podemos-ES) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) também registraram suas candidaturas, mas retiraram seus nomes da disputa durante o discurso em plenário.
No discurso que precedeu a votação, Alcolumbre citou a "controvérsia envolvendo as emendas parlamentares" como um desafio a ser enfrentado pelo Congresso e mandou um recado ao Supremo Tribunal Federal (STF) dizendo que as prerrogativas do Legislativo devem ser respeitadas.
Ele também reiterou um "compromisso inafastável" com a democracia e disse que é preciso "resistir aos atalhos populistas", evitar "os rótulos de discursos fáceis" e as "distorções de debates nas redes sociais" feitas por meio de "simplificações mal intencionadas".
Mesmo longe da presidência nos últimos quatro anos, Alcolumbre manteve sua influência na Casa com o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aglutinou apoio desde o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até o PL, sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, para sua candidatura.
Ao todo, MDB, PSD, PL, União Brasil, PT, PP, PDT, PSB e Republicanos, quase todas as legendas com representação na Casa, apoiaram a eleição de Alcolumbre.
Essa ampla frente formada terá como principal resultado o retorno do PL a cargos de destaque na Casa Alta do Congresso e a redistribuição das principais comissões.
O partido de Jair Bolsonaro deve conseguir a primeira vice-presidência, posto estratégico que foi ocupado pelo MDB ao longo dos quatro anos de mandato de Rodrigo Pacheco. Eduardo Gomes (PL-TO) deve ser o escolhido.
O PT, por sua vez, deve ficar com a segunda vice, cargo menos importante que a primeira secretaria que o partido tem até o momento. O ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PE) é o escolhido dos petistas para a vaga.
A próxima etapa da eleição é a votação para os outros cargos da Mesa Diretora. O acordo é para que a distribuição fique assim:
- Primeira Secretaria: Daniella Ribeiro (PSD-PB);
- Segunda Secretaria: Confúcio Moura (MDB-RO);
- Terceira Secretaria: Chico Rodrigues (PSB-RR);
- Quarta Secretaria: Laércio Oliveira (PP-SE).
O cenário de vitória de Alcolumbre retomou uma tradição de eleições tranquilas, com uma ampla margem a favor do vencedor. Em 2023, quando Rodrigo Pacheco foi reeleito, o placar foi de 49 votos a 32 a favor do senador mineiro contra Rogério Marinho (PL-RN). Quando foi eleito pela primeira vez, em 2019, Alcolumbre venceu por 42 votos a 13. Em 2015, Renan Calheiros (PMDB) derrotou Luiz Henrique (PMDB) por 49 votos a 31, e em 2009, José Sarney (PMDB) venceu Tião Viana (PT) por 49 votos a 32.
3
12:00, 07 Mar
28
°c
Fonte: OpenWeather
O pastor americano Jack Hibbs aponta passagens bíblicas que, segundo ele, estariam se cumprindo nos conflitos no Oriente Médio.
Segundo nota divulgada pelo STF, o conteúdo foi tornado público pela CPI do INSS, que recebeu o material por ordem do ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.
Transferências feitas em 2025 ocorreram mesmo após contador ser alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo.
mais notícias
+