Pernambuco, 15 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Advogado é condenado por desvio de recursos de idosos, analfabetos e indígenas

Juiz também impôs pagamento de R$ 207.866,50 a título de reparação mínima por danos materiais causados às vítimas atingidas por suas 'condutas ilícitas'.

Ricardo Lélis

13 de junho de 2026 às 18:51   - Atualizado às 18:51

Justiça.

Justiça. Foto: Reprodução/ Internet

Uma ação penal movida pelo Ministério Público do Maranhão - por meio da Promotoria de Justiça de Arame -, levou à condenação do advogado Wender Lima de Lima à pena de sete anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado pelo crime de apropriação indébita majorada pelo exercício da profissão.

A sentença foi assinada pelo juiz Calleb Mariano Ribeiro, que responde pela Vara da Comarca de Arame - município com 25 mil habitantes situado a 476 quilômetros da capital São Luís.

Wender também foi denunciado pelos crimes de falsidade ideológica e fraude processual qualificada. Ele pegou mais onze meses de detenção por esses delitos.

O juiz impôs ao advogado pagamento de R$ 207.866,50 a título de reparação mínima por danos materiais causados às vítimas atingidas por suas ‘condutas ilícitas’.

A denúncia é de autoria do promotor de Justiça Felipe Augusto Rotondo, que responde pela Promotoria de Arame.

Veja Também

O Ministério Público do Maranhão informou que o advogado aproveitou-se de sua atividade profissional para efetuar o levantamento de 25 alvarás judiciais e homologações de acordos de clientes em situação de hipervulnerabilidade, que incluíam pessoas idosas, analfabetos e indígenas da etnia Guajajara.

As investigações demonstraram que ele realizou saques em espécie e transferências dos valores diretamente para suas contas bancárias, retendo integralmente o dinheiro das causas e deixando seus representados desamparados.

A acusação também apontou que, após ser notificado pelo Ministério Público, Wender Lima de Lima teria tentado construir obstáculos contra a investigação apresentando oito ‘Termos de Adimplemento’ ideologicamente falsos.

Para tanto, utilizou-se de artifícios para colher assinaturas de testemunhas em folhas de papel totalmente em branco - sob a alegação de que seriam apenas protocolos do juízo devido à pandemia -, preenchendo-as posteriormente com falsas declarações de quitação financeira para tentar induzir a Promotoria.

O promotor Felipe Rotondo destacou que a atuação do Ministério Público buscou ‘não apenas garantir a estrita responsabilização penal do acusado por violações graves à ética e à lei penal, mas concentrou-se fortemente na proteção de pessoas em severa condição de vulnerabilidade’.

"O foco da instituição pautou-se na prevenção da revitimização e no respeito à integridade física, social e psicológica das pessoas lesadas", afirmou o promotor.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

01:55, 15 Ago

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Solicitação

Bolsonaro pede ao STF para deixar prisão domiciliar e se consultar com a nora, que é dentista

Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro é casada com o senador Flávio, pré-candidato a presidente.

Vereador do Recife Felipe Alecrim.
Estratégia

Felipe Alecrim amplia articulação no estado e ganha força na campanha para deputado federal

A agenda do parlamentar tem buscado conciliar as atividades do legislativo municipal do Recife com viagens para municípios de diversas regiões de Pernambuco.

Lula e Trump
Estudo

Governo Lula inicia processo de reciprocidade contra tarifas dos EUA a produtos brasileiros

Análise formal vai definir se Brasil adotará contramedidas comerciais contra a política de Donald Trump.

mais notícias

+

Newsletter