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'A Globo está distorcendo fatos sobre possível golpe para prejudicar Bolsonaro', diz Pastor Eurico

O deputado destacou a necessidade de que as investigações sejam conduzidas com rigor e imparcialidade.

Everthon Santos

24 de novembro de 2024 às 09:04   - Atualizado às 09:04

Pastor Eurico critica Rede Globo.

Pastor Eurico critica Rede Globo. Foto: Divulgação

O deputado federal Pastor Eurico (PL) se posicionou sobre a recente operação "Contragolpe", que teve como objetivo o cumprimento de mandados de prisão contra três militares do Exército e um agente da Polícia Federal.

A investigação aponta um suposto plano que envolvia a tentativa de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Pastor Eurico destacou a necessidade de que as investigações sejam conduzidas com rigor e imparcialidade.

"Se for verdade, que seja apurado; se comprovado, que sejam julgados e paguem pelo que fizeram", declarou o deputado, em entrevista ao programa "Cidade em Foco", da Rede Pernambuco de Rádios, e ao Blog do Alberes Xavier.

O parlamentar também enfatizou que não compactua com erros e que qualquer prática criminosa deve ser tratada com a devida seriedade, independentemente de quem esteja envolvido.

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Por outro lado, o deputado fez críticas à cobertura da grande mídia, especialmente à Rede Globo, que, segundo ele, estaria distorcendo fatos para prejudicar a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Pastor Eurico acredita que Bolsonaro tem sido alvo de setores alinhados ao Partido dos Trabalhadores (PT) e a outros movimentos de esquerda. Ele argumentou que tais grupos estariam construindo uma narrativa para enfraquecer politicamente o ex-presidente perante a opinião pública.

O deputado reiterou sua confiança na inocência de Bolsonaro em relação ao caso e reforçou a importância de uma apuração transparente e responsável. 

Sobre a operação

As informações constam no relatório de inteligência da Operação Contragolpe, deflagrada no dia 19 de novembro, para prender cinco militares que pretendiam impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Conforme as investigações, os acusados executaram uma operação clandestina identificada como Copa 2022 no dia 15 de dezembro de 2022, três dias após a cerimônia na qual o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que era presidido por Moraes, ter diplomado Lula e Geraldo Alckmin na condição de presidente e vice eleitos nas eleições de outubro daquele ano.

Para não deixar rastros, os membros da operação usaram linhas telefônicas de terceiros e os codinomes Alemanha, Argentina, Áustria, Brasil, Japão e Gana para serem usados durante a comunicação, que foi realizada por meio do aplicativo Signal, cujo conteúdo é criptografado.

Após analisar as mensagens apreendidas durante a investigação e com análise da localização dos aparelhos celulares, a PF concluiu que é "plenamente plausível" que a residência funcional de Alexandre de Moraes tenha sido monitorada por um dos investigados.

Lula e Alckmin 

Na mesma investigação, a PF indica que os investigados tinham um plano para assassinar Lula e Alckmin. Nesta data, Lula estava em São Paulo, participando de um evento com catadores de materiais recicláveis. Alckmin se reunia com governadores em um hotel em Brasília.

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