Golf Gti na Europa ter sua linha a combustão bem reduzida a partir deste semestre. Foto: Volkswagen/Divulgação
O mercado de veículos automotivos no continente europeu atravessa um período de transição profunda, com reflexos diretos na oferta de modelos históricos.
A fabricante alemã começou a reduzir de forma estratégica a disponibilidade de configurações movidas puramente por combustíveis tradicionais em suas linhas mais consagradas.
A primeira grande movimentação dessa nova diretriz industrial atinge diretamente o hatch médio mais popular da marca, que perderá suas opções equipadas com propulsores alimentados por óleo diesel em mercados de grande relevância comercial na região.
A modificação na estratégia comercial é amplamente amparada pelo comportamento recente dos consumidores no varejo. Os dados parciais de licenciamentos apontam que a participação dos automóveis movidos a diesel vem registrando quedas consecutivas mês a mês, chegando a patamares mínimos e consolidando um nicho de mercado cada vez menor.
No mercado automotivo do Reino Unido, por exemplo, o volume de vendas dessa categoria registrou um recuo expressivo nas tabelas mensais, o que acelerou a decisão da matriz de retirar os modelos de circulação dos catálogos oficiais de encomenda.
A divisão britânica da montadora confirmou que os novos pedidos para as variantes a diesel do hatch médio foram oficialmente encerrados.
A partir deste momento, os clientes interessados em adquirir uma unidade com essa motorização específica dependerão exclusivamente dos veículos remanescentes que já se encontram disponíveis nos estoques físicos das concessionárias locais.
A intenção da fabricante é concentrar todos os seus esforços de desenvolvimento e apelo comercial nas opções equipadas com motores a gasolina e, principalmente, nas futuras gerações de conjuntos mecânicos híbridos.
Embora a produção e as entregas das versões tradicionais continuem ativas para atender outros países europeus onde a demanda ainda se sustenta, como é o caso da Alemanha e da Itália, a tendência de enfraquecimento desse mercado é vista como um caminho sem volta para o planejamento de longo prazo.
Para preencher a lacuna deixada pelos propulsores convencionais, a engenharia da marca aposta fortemente na introdução de novas motorizações híbridas plenas de última geração.
O novo sistema combina um motor turbinado a gasolina com unidades elétricas eficientes e uma bateria compacta de alta capacidade de recuperação, projetado para otimizar o consumo de combustível e reduzir drasticamente os índices de emissões de poluentes nas grandes cidades.
Essa nova arquitetura mecânica promete entregar excelente torque em baixas rotações e um nível superior de dirigibilidade, posicionando o hatch em igualdade de condições competitivas para disputar a preferência dos compradores que buscam migrar para a eletrificação parcial.
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