Linha CG 160 Honda. Foto: Honda/Divulgação
O mercado brasileiro de motocicletas consolidou-se em 2026 como um dos pilares fundamentais da mobilidade urbana e da economia nacional. Com o crescimento das cidades e a necessidade de veículos mais ágeis e econômicos, a frota de duas rodas não para de crescer, impulsionada tanto pelo setor de logística e entregas quanto pelo desejo de lazer. O Polo Industrial de Manaus, onde se concentra a quase totalidade da fabricação nacional, opera em níveis recordes para atender à demanda interna que busca alternativas viáveis ao transporte público e aos automóveis.
A hegemonia da Honda no território brasileiro permanece incontestável, mas os preços acompanharam a evolução tecnológica dos últimos anos. De acordo com os dados da Fenabrave, a Honda CG 160 continua a ser o veículo mais vendido do Brasil. Segundo informações do portal G1, o preço sugerido para os modelos de entrada da linha CG 160 parte de R$ 16.500, podendo chegar aos R$ 19.800 na versão Titan, dependendo da região e dos custos de frete.
A Yamaha, principal concorrente, mantém uma presença forte com a linha Fazer. Conforme aponta a revista Autoesporte, a Fazer FZ15 tem valores praticados em torno de R$ 21.400, enquanto o modelo de maior cilindrada, a Fazer FZ25 (250cc), é comercializada na faixa de R$ 25.900. Esses valores refletem a inclusão de itens de série como freios ABS e iluminação em LED, que se tornaram exigências do consumidor moderno.
O perfil do motociclista brasileiro também está a mudar, com um crescimento significativo na procura por scooters. Segundo dados da Abraciclo, modelos como a Honda PCX e a Yamaha NMAX são os favoritos para quem busca conforto. De acordo com o portal UOL, a PCX 160 tem preços que variam entre R$ 19.500 e R$ 22.000. Já no segmento de média cilindrada, motos como a Honda CB 500F já ultrapassam a barreira dos R$ 42.000, atendendo a um público que busca performance para viagens curtas.
A eletrificação começa a ganhar corpo no país com foco na economia de longo prazo. Conforme informações da revista Exame, motos elétricas urbanas equivalentes a 125cc estão sendo vendidas por valores entre R$ 18.000 e R$ 26.000. Embora o valor de aquisição seja próximo ou superior aos modelos a combustão, o custo por quilômetro rodado é drasticamente menor, atraindo empresas de logística.
Segundo o portal Terra, a trajetória da indústria em 2026 mostra que, apesar do aumento nos preços nominais nos últimos anos, as facilidades de financiamento e a alta valorização dos seminovos mantêm o setor aquecido. A moto deixou de ser apenas um recurso de lazer para se tornar uma ferramenta de soberania financeira para milhões de brasileiros que dependem da agilidade sobre duas rodas para trabalhar e se deslocar.
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Com motor de dois tempos e baixo consumo, o modelo inaugurou a fábrica de Guarulhos e revolucionou a mobilidade nacional.
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