Linha de montagem de carros elétricos Foto: Divulgação
O andamento do mercado automotivo nacional em dois mil e vinte e seis apresenta um fenômeno de deflação em segmentos específicos. De acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o fluxo de emplacamentos de carros elétricos e híbridos cresceu 35% no primeiro bimestre, o que gerou um efeito imediato no mercado de usados. Segundo o portal MobiAuto, modelos de combustão interna com até três anos de uso estão perdendo valor de revenda mais rápido, já que o consumidor agora encontra veículos eletrificados novos com pacotes de tecnologia superiores e preços similares.
O rumo das estratégias das montadoras tradicionais mudou com a confirmação da operação da Leapmotor no país. De acordo com a revista Quatro Rodas, a parceria com a Stellantis permitirá que a marca utilize a rede de logística de Goiana (PE) e Betim (MG) para reduzir o custo do frete, um dos principais gargalos do setor. Segundo o portal Motor1, essa eficiência logística deve forçar marcas como Renault e Fiat a acelerarem o lançamento de versões mais acessíveis de seus modelos de entrada para não perderem market share no Nordeste e Sudeste.
A agenda da eletrificação deixou de ser exclusiva das capitais. De acordo com a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), o fluxo de instalação de carregadores rápidos em rodovias federais atingiu um recorde em fevereiro. Segundo o Jornal do Commercio, corredores elétricos que ligam Recife a Salvador e Fortaleza já permitem viagens de longa distância sem a "ansiedade de autonomia". Esse avanço na infraestrutura é o que sustenta o andamento das vendas de modelos como o BYD Dolphin e o GWM Ora 03, que lideram as buscas em sites de classificados.
O cronograma da indústria para o restante do ano prevê a chegada de baterias com maior densidade energética. De acordo com a Anfavea, o fluxo da produção nacional foca na expansão dos modelos "híbridos flex", que integram o motor a etanol à assistência elétrica. Segundo o Estadão Mobilidade, essa tecnologia compõe a estratégia de transição energética das montadoras instaladas no país. Conforme os dados da ABVE, o volume de vendas projetado para o fechamento de 2026 indica a continuidade da substituição de frotas tradicionais por veículos com maior nível de conectividade e automação.
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