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Geely EX2 chega ao Brasil com 289 km de autonomia e mira rivais como o BYD Dolphin

O Geely EX2, fabricado na China pela Geely Auto, aterrissa no Brasil com autonomia de 289 km, motor de 116 cv e mira em modelos como o BYD Dolphin.

Pollyana Leite

11 de novembro de 2025 às 11:07   - Atualizado às 11:09

O Geely EX2, modelo 100% elétrico em processo de expansão global.

O Geely EX2, modelo 100% elétrico em processo de expansão global. Foto: Freepik

A montadora chinesa Geely Auto fabricou seu novo modelo, o Geely EX2, em suas instalações na China, mais especificamente na planta de Xiangtan, Hunan. O veículo agora desembarca oficialmente no Brasil para disputar espaço no segmento de elétricos compactos.

A Geely posiciona o EX2 como um hatch elétrico urbano que combina espaço interno, tecnologia e preço competitivo. Ele chega ao país em duas versões, Pro e Max, com preços promocionais de lançamento a partir de aproximadamente R$ 119.990. O motor elétrico entrega 116 cv e 150 Nm (≈15,3 kgfm) de torque, segundo a ficha técnica para o Brasil.

Local de fabricação 

O Geely EX2 foi desenvolvido e fabricado pela Geely Auto, empresa chinesa sediada em Hangzhou que integra o grupo Zhejiang Geely Holding. A montagem ocorre na China, planta de Xiangtan, província de Hunan. No Brasil, a marca trabalha em parceria com a Renault do Brasil, que abriu acesso à fábrica de São José dos Pinhais, PR, para a produção futura de modelos elétricos da Geely.

Modelo concorrente

No mercado nacional, o EX2 chega justamente para ser concorrente direta de modelos como o BYD Dolphin e o GWM ORA 03  no segmento de hatches elétricos.

Ficha técnica principal

  • Potência do motor elétrico: 116 cv.
  • Torque: 150 Nm (≈15,3 kgfm) conforme versão brasileira.
  • Bateria: 39,4 kWh (no Brasil) com autonomia medida pelo Inmetro de até 289 km. 
  • Autonomia: 289 km segundo ciclo brasileiro. 
  • Comprimento: cerca de 4,135 m; entre-eixos: 2,650 m. 
  • Porta-malas: 375 litros + “fronta-malas” de 70 litros (espaço adicional dianteiro) conforme versão brasileira. 
  • Tempo de recarga em carregador rápido (DC) de 30% a 80%: cerca de 21 minutos em carregador de até 70 kW.
  • Velocidade máxima: limitada em cerca de 140 km/h.
  • Tração: traseira (motor elétrico localizado atrás) segundo especificações brasileiras.

Contexto e relevância no mercado

O EX2 vai entrar em um momento em que os modelos elétricos compactos ganham destaque no Brasil. Com preços mais acessíveis e foco urbano, há demanda crescente por veículos elétricos que ofereçam bom custo por quilômetro. A Geely destaca que o EX2 “oferece economia, tecnologia e design” para consumidores que antes não pensavam em um elétrico. Além disso, o modelo já se provou um sucesso na China, sendo, inclusive, relatado como segundo elétrico mais vendido do mundo em agosto de 2025.

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A escolha de dimensões relativamente generosas para o segmento de hatch elétrico (quase 4,13 metros de comprimento, entre-eixos 2,65 m) confere espaço interno que rivaliza com alguns SUVs compactos. Como reportado: “porte do EX2 é do VW T-Cross com 4,13 m de comprimento”.

O pacote de conectividade, design e acabamento foi pensado para agregar valor. Por exemplo, traz central multimídia de 14,6 polegadas, painel digital de 8,8 polegadas e acabamento sofisticado em detalhes da versão brasileira.

Por que pode se destacar?

Primeiro, o conjunto técnico já se mostra competitivo: autonomia de quase 290 km, motor de 116 cv, recarga rápida de cerca de 20 minutos (30 → 80 %), e espaço interno acima da média para o segmento. Segundo, o preço de lançamento coloca o EX2 em faixa similar a de seus rivais, com vantagem de equipamento e versatilidade. 

Pontos de atenção

Apesar de entregar autonomia de 289 km no ciclo brasileiro, vale lembrar que o alcance real pode variar conforme uso, temperatura e regime urbano/interurbano. A recarga rápida exige infraestrutura compatível com carregadores DC de 70 kW ou mais, que ainda pode ser limitada em algumas regiões do país.

Além disso, embora a produção primária seja chinesa, a estrutura de montagem futura no Brasil com a Renault pode afetar prazo, logística e garantia de peças de reposição. A parceria entre Geely e Renault no Brasil prevê exatamente a produção de modelos elétricos em solo nacional.

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