BYD King GL, híbrido Foto: Mundo do Automóvel PCD.
Os consumidores brasileiros que planejam trocar de carro neste ano enfrentam uma notícia preocupante: os preços de carros elétricos e híbridos tendem a subir de forma significativa. A principal razão é o aumento progressivo do imposto de importação sobre veículos eletrificados, que entra em vigor ao longo de 2026.
Até agora, muitos modelos vendidos no Brasil ainda refletem preços de 2025, quando as alíquotas de importação eram mais baixas e os custos de logística e dólar mais favoráveis. Mas essa janela de preços “temporários” está chegando ao fim.
A partir de agora, os carros importados, incluindo elétricos, como os da BYD, Volvo, Omoda Jaecoo e GWM, começarão a ser tributados com alíquotas mais altas. Especialistas do setor apontam que o aumento do imposto de importação, somado ao custo maior de transporte e à recomposição de margens das montadoras, deve se refletir diretamente no preço final ao consumidor.
BYD Dolphin: considerado um dos elétricos mais acessíveis do país, pode ter reajuste relevante nas próximas remessas.
Volvo XC40 Recharge: híbrido plug-in que combina motor elétrico e a combustão, deve sofrer impacto de imposto sobre importação e logística.
Omoda Jaecoo 7: SUV elétrico chinês que ainda é competitivo por margens comprimidas, mas terá preço ajustado quando os estoques antigos acabarem.
O efeito será sentido especialmente pelos híbridos plug-in, que hoje lideram as vendas de eletrificados no Brasil devido à autonomia elétrica urbana e menor ansiedade de recarga, mas que são os primeiros a refletir o novo patamar de custos.
Para quem comprar agora, ainda é possível encontrar veículos importados em estoque com preços competitivos e campanhas promocionais das montadoras. Mas especialistas alertam que, quando esses estoques acabarem, os reajustes serão inevitáveis. O mesmo modelo, comprado em uma nova remessa, poderá custar milhares de reais a mais, mesmo que pareça idêntico no showroom.
O aumento dos impostos sobre importação, combinado com custos logísticos mais altos e ajustes de margem, marca um momento de transição no mercado brasileiro de carros elétricos. Consumidores que esperarem podem se deparar com uma nova realidade de preços, menos descontos e maior repasse de custos ao bolso.
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