Uma obra de arte. Foto: Entusiastas/Divulgação
Até meados da década de 50, o cenário das estradas brasileiras era dominado por veículos importados, muitas vezes inadequados para o solo castigado do interior. Em primeiro lugar, a criação do Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA) em 1956 foi o gatilho para que gigantes como Ford e General Motors passassem a fabricar seus utilitários em solo paulista. De fato, essas caminhonetes foram as verdadeiras responsáveis pela integração logística de um país que ainda trocava os trilhos pelas rodovias.
Em 1958, a General Motors lançava a Chevrolet 3100, que rapidamente foi batizada pelo povo como Chevrolet Brasil. Além disso, o historiador automotivo e jornalista Jason Vogel explica que o modelo foi o primeiro veículo de passageiros fabricado pela GM no país, exibindo um logotipo exclusivo com o mapa do Brasil no capô. Nesse sentido, conforme informações do portal Autoesporte, a Chevrolet Brasil era reconhecida pela robustez de seu motor seis cilindros em linha e pelo design que facilitava a visibilidade em manobras de carga.
Pouco antes, em 1957, a Ford inaugurava sua linha de montagem nacional com a lendária Ford F-100. Dessa forma, a picape introduziu no mercado nacional o potente motor V8 272, tornando-se o sonho de consumo de fazendeiros e comerciantes. Segundo o engenheiro e consultor técnico Bob Sharp, a F-100 era superior em termos de desempenho, mas exigia braço do motorista para controlar a direção mecânica pesada. Conforme o portal G1, o modelo de 1962, conhecido como "Voutinho", revolucionou o conforto com um novo sistema de suspensão dianteira independente.
Não se pode falar dos anos 60 sem mencionar a Willys Jeep Pick-up, lançada em 1961 e produzida em São Bernardo do Campo. Contudo, diferente das rivais americanas, a Willys focava na tração 4x4, sendo a única capaz de enfrentar os lamaçais do Centro-Oeste e Norte do país. De acordo com o especialista em veículos utilitários João Barone, a mecânica simples e a durabilidade do motor BF-161 fizeram da Willys a ferramenta de trabalho preferida do setor agrário brasileiro durante toda a década.
O que antes era usado para carregar sacos de café e materiais de construção, hoje é tratado como obra de arte. Portanto, o valor de uma Ford F-100 ou de uma Chevrolet Brasil bem restaurada pode ultrapassar os R$ 250 mil em leilões de elite. De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Veículos Antigos, Altair Manoel, a procura por picapes dos anos 50 e 60 cresceu mais do que a de carros esportivos clássicos. Conforme o portal Maxicar, a escassez de peças de acabamento originais transformou o processo de restauração em um desafio de altíssimo custo.
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