Acidente de Moto no Recife (Bairro do Jordão) Foto: Divulgação/WatsApp
O trânsito do Recife terminou 2024 com um dado alarmante: motociclistas e pedestres representaram 86% das mortes registradas nas vias da cidade. O número reflete não apenas um crescimento nas fatalidades, mas também um retrato preocupante de como a mobilidade urbana vem se transformando e impactando diretamente a vida dos cidadãos.
Ao todo, foram 159 vidas perdidas em sinistros de trânsito ao longo do ano o maior número desde 2017. A alta, estimada em cerca de 10% em relação a 2023, acende um alerta sobre a forma como a capital pernambucana está lidando com o aumento do fluxo de motos e o crescimento do transporte por aplicativo.
Entre as vítimas, motociclistas e pedestres continuam sendo os mais vulneráveis. Nas ruas e avenidas do Recife, eles enfrentam diariamente um cenário de risco agravado pelo excesso de velocidade, pela falta de infraestrutura adequada e pela pressão por produtividade que muitos trabalhadores sobre duas rodas sofrem.
A expansão dos serviços de entrega e transporte individual, impulsionada desde o período da pandemia, fez crescer o número de profissionais que usam motocicletas como ferramenta de trabalho. Isso ampliou o tempo de exposição nas ruas e, consequentemente, o risco de acidentes.
Além disso, muitos desses trabalhadores enfrentam jornadas longas, remuneração baseada em desempenho e prazos apertados, o que acaba incentivando comportamentos de risco. O resultado é visível: o aumento da letalidade entre motociclistas e o número crescente de famílias afetadas por tragédias no trânsito.
Os pedestres, que antes eram o principal grupo de vítimas fatais, continuam sofrendo com a falta de travessias seguras, calçadas adequadas e campanhas educativas que estimulem o respeito mútuo entre condutores e quem anda a pé. Em muitos bairros, a sinalização é precária e o tempo de travessia dos semáforos não acompanha o ritmo de idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
A soma desses fatores cria um ambiente hostil, onde a pressa e a falta de fiscalização resultam em perdas irreparáveis. O número de mortes, além de uma estatística, representa histórias interrompidas e famílias em luto.
Especialistas em mobilidade urbana defendem que a solução para reduzir as mortes no trânsito do Recife precisa ser integrada. Isso inclui investimentos em infraestrutura viária, campanhas educativas contínuas, maior fiscalização e regulamentação clara para o transporte por aplicativo de motocicletas.
Medidas como a requalificação das vias, criação de faixas exclusivas para motos e ampliação das áreas de travessia segura podem contribuir para reduzir as ocorrências fatais. No entanto, essas ações exigem planejamento, vontade política e continuidade.
Enquanto isso, o dado de que motociclistas e pedestres representam 86% das mortes no trânsito do Recife em 2024 deve servir como um alerta urgente. Por trás das estatísticas, há uma mensagem clara: a segurança no trânsito precisa ser tratada como prioridade de saúde pública, não apenas como questão de mobilidade.
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