Virus Nipah é transmitido de animais para humanos. Foto: Freepik
O vírus Nipah voltou a preocupar autoridades de saúde após novas detecções registradas na Índia no início de 2026. Os casos mais recentes foram identificados no estado de Bengala Ocidental e envolveram profissionais de saúde que atuam em um hospital da região. Segundo informações divulgadas por autoridades indianas e acompanhadas pela Organização Mundial da Saúde, os primeiros sintomas surgiram no fim de dezembro, com evolução para quadros neurológicos mais graves em alguns pacientes.
Apesar da gravidade potencial da doença, o governo indiano afirma que a situação está sob controle e que não há indícios de transmissão comunitária até o momento. As equipes de vigilância epidemiológica seguem monitorando possíveis novos casos.
O Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, transmitido de animais para humanos, tendo os morcegos frugívoros como principais reservatórios naturais. A infecção pode ocorrer por contato direto com animais infectados, consumo de alimentos contaminados ou, em determinadas circunstâncias, por transmissão entre pessoas, especialmente em ambientes hospitalares.
Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e cansaço, mas a doença pode evoluir rapidamente para encefalite, insuficiência respiratória e coma. A taxa de letalidade é considerada alta, variando entre 40% e 75%, dependendo do surto e da capacidade de resposta do sistema de saúde local. Atualmente, não existe vacina aprovada nem tratamento específico para o vírus.
De acordo com o Ministério da Saúde da Índia, cerca de 196 pessoas que tiveram contato direto ou indireto com os casos confirmados foram rastreadas e testadas. Até agora, todos os exames apresentaram resultado negativo, o que reforça a avaliação de que a disseminação foi limitada.
As autoridades também esclareceram que, embora relatos iniciais tenham mencionado um número maior de infecções, apenas dois casos foram oficialmente confirmados após análises laboratoriais detalhadas.
As novas detecções levaram países asiáticos a reforçar protocolos de vigilância em aeroportos e pontos de entrada. Nações como Tailândia, Singapura, Malásia, Paquistão e Vietnã intensificaram a triagem de viajantes, com foco na identificação precoce de sintomas compatíveis com a doença.
Especialistas alertam que um dos principais desafios no controle do Nipah é o período de incubação prolongado, que pode chegar a mais de 40 dias em alguns casos. Esse fator dificulta a detecção rápida e aumenta a importância do monitoramento contínuo.
Apesar do alerta, a Organização Mundial da Saúde avalia que o risco de disseminação internacional do vírus Nipah permanece baixo neste momento. Ainda assim, o episódio na Índia reforça a necessidade de sistemas de saúde preparados, cooperação internacional e vigilância constante diante de doenças infecciosas emergentes com alto potencial de letalidade.
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