Vacinação antirrábica em animas domésticos. Foto: Reprodução/IA
A vacina antirrábica representa uma das medidas mais eficazes de prevenção contra a raiva, uma doença viral grave que afeta o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo seres humanos. A transmissão ocorre, principalmente, por meio da mordida, arranhão ou lambedura de animais infectados, como cães, gatos e morcegos. Sem tratamento imediato, a infecção quase sempre leva à morte. Por isso, a imunização tem papel decisivo tanto na saúde animal quanto na proteção da população.
A raiva é considerada uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida de animais para humanos. O vírus causador está presente na saliva do animal contaminado e se espalha rapidamente após o contato. Mesmo com avanços na medicina e campanhas de vacinação, ainda há registros de casos em algumas regiões do Brasil, especialmente em áreas rurais ou onde o acesso à vacinação é limitado.
A vacina antirrábica foi criada justamente para interromper essa cadeia de transmissão. Nos animais, o imunizante estimula a produção de anticorpos que bloqueiam o vírus e impedem o desenvolvimento da doença. Nos humanos, a vacina pode ser aplicada de forma preventiva, em pessoas que trabalham em contato direto com animais, ou após possíveis exposições, como mordidas de cães ou gatos desconhecidos.
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação anual de cães e gatos é uma das principais estratégias para manter o controle da raiva no país. As campanhas de imunização, realizadas de forma gratuita em todo o território nacional, ajudam a criar uma barreira protetora entre os animais domésticos e os humanos. Quando a cobertura vacinal atinge a maioria dos animais de uma região, o risco de disseminação do vírus diminui de forma significativa.
Além dos pets, profissionais que lidam com animais silvestres, veterinários, biólogos e trabalhadores rurais também recebem orientações para manter a imunização em dia. O cuidado é essencial porque o vírus pode circular em espécies como morcegos e raposas, que ainda atuam como reservatórios naturais.
Quando ocorre uma mordida ou arranhão de animal com suspeita de raiva, o atendimento médico deve ser imediato. O tratamento inclui a limpeza rigorosa do ferimento e a aplicação da vacina antirrábica humana. Em casos de maior risco, o médico pode indicar também o uso do soro antirrábico, que oferece proteção imediata enquanto o corpo desenvolve os anticorpos.
A vacina é segura e amplamente distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em animais, as reações adversas costumam ser leves, como sonolência ou sensibilidade no local da aplicação. Em humanos, os efeitos também são raros e geralmente passageiros. Mesmo assim, a proteção oferecida supera qualquer desconforto temporário.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que a vacinação é a principal estratégia para eliminar a raiva. O órgão destaca que a doença é 100% prevenível, desde que as campanhas de imunização sejam mantidas e que os casos suspeitos recebam atenção imediata. No Brasil, as ações coordenadas entre secretarias de saúde e vigilância sanitária têm contribuído para a redução expressiva de casos nos últimos anos.
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