Variedades de sal disponíveis no mercado, como o refinado, o rosa e o marinho, possuem composições e usos diferentes na alimentação. Foto: Freepik
O sal faz parte da rotina alimentar da maioria das pessoas e é usado para realçar o sabor dos alimentos. Apesar de essencial para o bom funcionamento do organismo, o consumo em excesso pode causar problemas como hipertensão e retenção de líquidos. O desafio está em equilibrar a quantidade e escolher o tipo mais adequado.
O sal refinado, também conhecido como sal de cozinha, é o mais comum nas casas brasileiras. Ele passa por um processo industrial que remove impurezas e a maior parte dos minerais naturais. Em compensação, recebe adição de iodo, elemento importante para a prevenção de doenças da tireoide, como o bócio. É o tipo mais barato e mais acessível, mas contém alto teor de sódio, o que exige moderação no consumo.
Outra versão bastante usada é o sal marinho, obtido pela evaporação da água do mar. Por ser menos processado, ele mantém pequenas quantidades de minerais como cálcio, magnésio e potássio. Seu sabor costuma ser um pouco mais suave e natural, mas o teor de sódio continua elevado. O ideal é optar por versões que contenham iodo adicionado, já que nem todas passam por esse processo.
O sal rosa do Himalaia ganhou espaço nos últimos anos por sua aparência diferenciada e pelo marketing associado à presença de minerais. Ele é extraído de minas no Paquistão e possui coloração rosada devido aos traços de ferro. Apesar de conter mais de 80 minerais em quantidades mínimas, estudos indicam que essas porções são pequenas demais para gerar benefícios significativos à saúde. O produto tem sabor agradável e aparência atraente, mas não é mais saudável do que o sal comum.
Para quem precisa controlar a pressão arterial, o sal light pode ser uma alternativa. Ele possui menos sódio, já que parte dele é substituída por cloreto de potássio. Essa mudança ajuda a reduzir o impacto do sódio no organismo, mas o sabor costuma ser levemente amargo. Além disso, pessoas com problemas renais devem ter cuidado, pois o excesso de potássio pode ser prejudicial.
O sal grosso, usado principalmente em churrascos, tem os mesmos componentes do sal refinado, com cristais maiores e menos processamento. Ele oferece sabor marcante e é muito utilizado em conservas e receitas tradicionais, mas deve seguir a mesma regra de moderação.
Alguns consumidores também buscam o chamado sal negro, conhecido como Kala Namak, originário da Índia. Ele tem sabor característico por conter enxofre e costuma aparecer em receitas veganas, principalmente por lembrar o gosto de ovo. Ainda assim, é rico em sódio e não deve substituir o sal comum no uso diário.
De acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde, o consumo diário de sal não deve ultrapassar 5 gramas por dia, o equivalente a uma colher de chá. Essa quantidade inclui o sal presente em alimentos industrializados, o que torna importante prestar atenção aos rótulos e reduzir o uso no preparo das refeições.
Entre as opções disponíveis, o sal iodado seja ele refinado ou marinho, continua sendo o mais indicado para uso cotidiano. Ele garante a ingestão adequada de iodo e passa por controle de qualidade. O sal light também pode ser recomendado para pessoas que precisam reduzir o sódio, mas o ideal é buscar orientação médica ou nutricional.
Buscar o equilíbrio e adotar hábitos alimentares saudáveis são medidas simples que ajudam a cuidar da saúde cardiovascular. Pequenas mudanças, como reduzir a quantidade de sal no prato, podem fazer grande diferença a longo prazo.
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