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Taxa de obesidade no Brasil cresce 118% em 18 anos, aponta Ministério da Saúde

O crescimento acompanha mudanças no estilo de vida, como redução da atividade física no dia a dia e maior exposição a hábitos pouco saudáveis.

Isabella Lopes

29 de janeiro de 2026 às 17:08   - Atualizado às 17:18

Obesidade no Brasil.

Obesidade no Brasil. Foto: Freepik.

O Brasil registrou um avanço expressivo da obesidade ao longo dos últimos anos. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o índice mais que dobrou entre 2006 e 2024, saltando de 11,8% para 25,7% da população adulta. As informações integram o levantamento do Vigitel, sistema que monitora fatores de risco e proteção para doenças crônicas no país.

O levantamento aponta que o excesso de peso se tornou ainda mais comum entre os brasileiros. Em 2006, 42,6% dos adultos apresentavam peso acima do recomendado. Em 2024, esse percentual chegou a 62,6%, no total aumentou em 118%. O crescimento acompanha mudanças no estilo de vida, como redução da atividade física no dia a dia e maior exposição a hábitos pouco saudáveis.

Doenças crônicas 

O aumento do peso corporal reflete diretamente no diagnóstico de doenças associadas. Os dados mostram que os casos de diabetes diagnosticados por médicos subiram de 5,5% em 2006 para 12,9% em 2024. A hipertensão também apresentou crescimento relevante, passando de 22,6% para 29,7% da população adulta no mesmo período.

O relatório revela mudanças importantes nos padrões de atividade física. A prática no deslocamento, como caminhar ou pedalar para o trabalho, caiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024. Em contrapartida, houve aumento na atividade física realizada no tempo livre. A proporção de adultos que praticam ao menos 150 minutos semanais de exercícios moderados cresceu de 30,3% para 42,3%.

Alimentação e sono

O consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu praticamente estável ao longo dos anos, em torno de 31% da população. Já a ingestão frequente de refrigerantes e sucos artificiais apresentou queda expressiva, reduzindo de 30,9% em 2007 para 16,2% em 2024, segundo o levantamento.

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Pela primeira vez, o Vigitel incluiu dados sobre sono. O estudo aponta que 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, enquanto 31,7% relataram ao menos um sintoma de insônia. O problema aparece com maior frequência entre mulheres, que registraram prevalência de 36,2%, contra 26,2% entre os homens.

Estratégia para hábitos saudáveis

Junto à divulgação dos dados, o Ministério da Saúde apresentou o movimento Viva Mais Brasil. A estratégia reúne ações voltadas à promoção de hábitos saudáveis, prevenção de doenças crônicas, incentivo à atividade física, alimentação equilibrada e fortalecimento da atenção básica, com investimentos que somam centenas de milhões de reais em todo o país.

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