Pacientes são adultos ligados por vínculos familiares e profissionais; ocorrência foi classificada como surto domiciliar e ocupacional.
21 de agosto de 2026 às 15:21 - Atualizado às 15:42
Vacina. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca confirmou um surto de coqueluche no município. Três pessoas tiveram resultado positivo para a doença e outras 33 que mantiveram contato com os pacientes estão sendo acompanhadas pela Vigilância Epidemiológica.
O dado exige uma correção importante: o boletim não informa a existência de 33 casos suspeitos. O número corresponde aos contatos identificados e monitorados pelas equipes de saúde.
O evento foi classificado como surto domiciliar e ocupacional porque os pacientes possuem vínculos familiares ou profissionais e apresentaram sintomas em um intervalo compatível com a transmissão.
O caso inicial é de um homem de 40 anos que começou a apresentar sintomas gripais e tosse em 13 de julho. O quadro se agravou em agosto, com crises intensas de tosse, redução da oxigenação e episódios de desmaio.
Ele foi internado em 12 de agosto. Quatro dias depois, o Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas confirmou a presença da bactéria Bordetella pertussis, causadora da coqueluche.
O paciente concluiu o tratamento, recebeu alta hospitalar em 19 de agosto e permanece clinicamente estável.
A investigação dos contatos confirmou outros dois casos: a esposa dele, de 38 anos, e um colega de trabalho, de 35. Os dois estão estáveis, cumprem isolamento domiciliar e receberam tratamento.
Inicialmente, 22 pessoas ligadas ao primeiro paciente foram identificadas. Seis apresentavam tosse e tiveram amostras coletadas. Com a confirmação dos novos diagnósticos, o rastreamento foi ampliado e chegou a 33 contatos monitorados.
A coqueluche é uma infecção respiratória altamente transmissível. A transmissão ocorre principalmente pelas gotículas expelidas durante a fala, a tosse ou o espirro.
Os primeiros sintomas podem ser semelhantes aos de um resfriado, com coriza, mal-estar, febre baixa e tosse seca. Posteriormente, podem surgir crises fortes e incontroláveis de tosse, dificuldade para respirar, vômitos e cansaço intenso.
A doença pode atingir pessoas de qualquer idade, mas representa maior risco para crianças menores de um ano, especialmente bebês com menos de seis meses.
A vacinação é a principal forma de prevenção. O Sistema Único de Saúde oferece imunizantes para crianças e gestantes, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
Pessoas com sintomas persistentes devem procurar atendimento médico. Casos suspeitos precisam ser comunicados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) Arapiraca em até 24 horas, pelo telefone (82) 99948-9853.
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