Representação do vírus da gripe. Reprodução de imagem produzida por IA.
As unidades de pronto atendimento em todo o Brasil registram um aumento significativo na procura por pacientes com sintomas gripais neste mês de janeiro. Em primeiro lugar, a circulação de uma nova subvariante da Influenza tem surpreendido as autoridades de saúde, já que este tipo de surto é mais comum em meses de inverno. De fato, a alta mobilidade das férias e as aglomerações em ambientes fechados com ar-condicionado têm facilitado a propagação do vírus.
Embora se assemelhe a um resfriado comum, a nova variante apresenta características mais intensas e persistentes. Além disso, o infectologista Julio Croda, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), explica que a febre alta e a prostração intensa são as marcas registradas deste surto. Nesse sentido, conforme informações do portal G1, a principal diferença para os resfriados leves é o tempo de duração dos sintomas, que na nova variante da gripe pode ultrapassar os sete dias, acompanhado de dores musculares severas.
Diferenciar a gripe de outras viroses ou da Covid-19 continua sendo um desafio clínico fundamental para o tratamento correto. Dessa forma, o médico infectologista Esper Kallás, professor da USP, destaca que a realização de testes rápidos é essencial para evitar o uso indiscriminado de antibióticos, que não têm efeito contra vírus. Segundo Kallás, em análise divulgada pelo portal Poder360, o tratamento precoce com antivirais específicos é recomendado apenas para grupos de risco, como idosos e gestantes, para evitar complicações pulmonares.
A prevenção continua sendo a melhor ferramenta para frear a curva de contágio nas cidades. Contudo, o uso de máscaras em locais de saúde e a higienização constante das mãos voltaram a ser recomendados por comitês científicos regionais. De acordo com a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mônica Levi, a atualização vacinal é o que garante que os casos não evoluam para formas graves que necessitem de hospitalização. Conforme a revista Exame, a rede pública e privada já disponibiliza reforços que cobrem as linhagens mais recentes identificadas pela Organização Mundial da Saúde.
É fundamental saber o momento exato de buscar o atendimento hospitalar para não sobrecarregar as emergências. Portanto, sinais como dificuldade para respirar, pressão no peito ou queda na saturação de oxigênio são alertas vermelhos. De acordo com o portal Terra, especialistas orientam que casos leves sejam monitorados em casa com hidratação e repouso, mas qualquer sinal de confusão mental ou febre que não cede após 48 horas exige avaliação profissional imediata para garantir a segurança do paciente.
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