Gripe K chega ao Brasil e gera alerta global. Imagem IA vírus Gripe K
A última semana de janeiro é historicamente marcada por um aumento no fluxo de prontos-atendimentos pediátricos em todo o país. Em primeiro lugar, o fim das viagens de férias e o início das aulas presenciais facilitam a circulação de diversos agentes patogênicos entre crianças e adolescentes. De fato, a exposição a novos ambientes e o contato próximo em salas de aula criam o cenário ideal para a propagação de viroses gastrointestinais e respiratórias que, embora comuns, exigem atenção redobrada dos pais e educadores.
Identificar precocemente os sinais de uma infecção viral é fundamental para evitar complicações e a transmissão comunitária. Além disso, o pediatra Cláudio Arantes, especialista em doenças infectocontagiosas, explica que febre baixa, indisposição, vômitos e coriza são os sintomas mais frequentes neste período. Nesse sentido, conforme informações do portal G1, a hidratação constante é a principal recomendação, mas a busca por auxílio médico deve ser imediata caso a criança apresente sinais de desidratação profunda ou febre persistente por mais de 48 horas.
A barreira mais eficaz contra as viroses escolares continua sendo o hábito simples da higienização das mãos. Dessa forma, a enfermeira sanitarista Heloísa Rocha destaca que as escolas devem reforçar a limpeza de superfícies compartilhadas e incentivar o uso de álcool em gel entre as atividades. Segundo Rocha, em análise divulgada pelo portal UOL, uma dieta rica em frutas e vegetais, aliada a uma rotina de sono adequada, é o que garante que o sistema de defesa do organismo esteja preparado para responder rapidamente a qualquer invasão viral durante o semestre letivo.
Manter as vacinas atualizadas é uma responsabilidade coletiva que protege não apenas o aluno, mas toda a comunidade escolar. Contudo, muitos pais acabam esquecendo de revisar o documento durante o recesso de janeiro. De acordo com a coordenadora de imunização Sandra Menezes, a vacina contra a gripe e as doses de reforço contra doenças sazonais são fundamentais para reduzir a gravidade dos surtos que ocorrem neste início de ano. Conforme a revista Exame, estados que implementaram a exigência da caderneta no ato da matrícula observaram uma queda de até 30% nas ausências escolares por motivos de saúde.
O compartilhamento de garrafas de água e utensílios é uma das formas mais rápidas de contágio em ambientes escolares. Portanto, orientar os filhos a utilizarem apenas seus próprios objetos e manter as lancheiras limpas são passos essenciais para a prevenção. De acordo com o portal Terra, o uso de recipientes térmicos que mantêm a temperatura adequada dos alimentos também evita a proliferação de bactérias que podem ser confundidas com viroses. O monitoramento conjunto entre família e escola é a estratégia mais eficiente para garantir um ano letivo saudável e produtivo para todos os estudantes.
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