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Quem pode doar sangue e por que esse gesto faz tanta diferença

Entenda os requisitos essenciais para a doação de sangue no Brasil e como essa ação simples pode salvar vidas.

Pollyana Leite

04 de novembro de 2025 às 14:11

Doação de sangue.

Doação de sangue. Foto: Reprodução/ IA

No Brasil, doar sangue é um ato que exige atenção a alguns requisitos, mas que está ao alcance de muitas pessoas. De acordo com Ministério da Saúde, um dos principais órgãos que regulam a hemoterapia no país, quem deseja doar precisa atender a critérios básicos para garantir a segurança do processo tanto para o doador quanto para quem receberá o sangue. 

Primeiro, a faixa etária: podem doar pessoas com idade entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até os 60 anos. Menores de 18 anos precisam de autorização formal dos responsáveis. Quem já tem entre 60 e 69 anos só poderá doar se já tiver feito isso antes dos 60. 

Outro critério importante é o peso mínimo. O doador deve pesar no mínimo 50 kg. A condição de saúde também conta: é preciso estar bem de saúde, não estar em jejum, dormir pelo menos seis horas nas últimas 24 horas, estar alimentado sem refeições muito gordurosas nas horas que antecedem a doação. 

A frequência permitida varia de acordo com o sexo: homens podem doar sangue a cada 3 meses, até 4 vezes ao ano. Já as mulheres podem doar a cada 4 meses, até 3 vezes ao ano.

Além desses critérios, a doação de sangue assume um papel fundamental no sistema de saúde. O sangue humano não tem substituto artificial — quando ele falta, os tratamentos ficam mais complicados. O Ministério da Saúde destaca que o consumo de hemocomponentes é diário e ininterrupto, e atende desde sangramentos por acidentes, cirurgias de grande porte, até doenças crônicas que exigem transfusões. 

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Em campanhas recentes, constatou-se que o Brasil ainda está abaixo de índices mais confortáveis de doação: cerca de 1,4% da população, de acordo com dados de 2022.  Apesar de esse percentual estar dentro da recomendação mínima da Organização Mundial da Saúde (entre 1 % e 3 % da população), as autoridades alertam que uma maior participação ajudaria a manter os estoques de sangue em níveis mais seguros. 

Como exemplo concreto, em 2024 foram coletadas mais de 3,3 milhões de bolsas de sangue no país.  E cada doação pode beneficiar mais de uma pessoa ou vários pacientes, já que o sangue doado é separado em componentes como hemácias, plaquetas e plasma. 

Para quem pensa em doar, vale destacar alguns detalhes práticos: leve documento oficial com foto, evite alimentos gordurosos nas horas que antecedem a doação, certifique-se de estar bem descansado e alimentado. 

 

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