Orlistat realmente emagrece Foto: Divulgação/Oficcial Farma
O Orlistat medicamento conhecido também pela marca Xenical ganhou destaque entre tratamentos para emagrecimento. Mas será que Orlistat realmente emagrece ou é apenas promessa? Pesquisas e especialistas apontam que sim mas com ressalvas importantes.
O Orlistat é indicado como terapia auxiliar no tratamento da obesidade, especialmente em pessoas com IMC (Índice de Massa Corporal) igual ou superior a 30 kg/m² ou, em alguns casos, com IMC ≥ 27 kg/m² acompanhado de comorbidades como hipertensão, diabetes ou dislipidemia.
Seu mecanismo de ação não envolve supressão do apetite, ao contrário de muitos outros fármacos para emagrecer. O Orlistat atua localmente no intestino, inibindo enzimas lipases gástricas e pancreáticas, que são responsáveis por quebrar as moléculas de gordura para absorção. Ao bloquear essa ação, cerca de 30% da gordura ingerida em uma refeição pode deixar de ser absorvida e é eliminada nas fezes.
Em termos práticos, isso significa que o Orlistat pode reduzir a ingestão calórica derivada da gordura — um apoio à perda de peso quando somado a uma dieta com restrição moderada de gordura e prática regular de atividade física.
Para alcançar os efeitos desejados e minimizar efeitos indesejados, é essencial seguir a posologia recomendada por um profissional de saúde. Embora a dose usual seja de 120mg, três vezes ao dia, durante ou logo após refeições principais que contenham gordura, a dosagem deve sempre ser ajustada de acordo com orientação médica, considerando o histórico clínico e as necessidades individuais de cada paciente. O uso acima de 360mg por dia não é recomendado, pois não traz benefícios adicionais e pode aumentar os riscos de efeitos colaterais.
Se a refeição for sem gordura, a dose pode ser omitida. O Orlistat é vendido em comprimidos de 120mg e também já conta com versões similares que contêm o mesmo princípio ativo.
Como metade da gordura ingerida passa para o intestino sem ser absorvida, surgem efeitos colaterais predominantemente intestinais. Entre os mais comuns estão:
Além disso, o uso prolongado pode comprometer a absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), exigindo suplementação.
Algumas pessoas com condições hepáticas, intestinais (como síndrome da má absorção ou doença inflamatória intestinal) ou colestase devem evitar o Orlistat, sob orientação médica.
Sim, dados de ensaios clínicos apontam que o Orlistat pode promover uma perda de peso adicional de 5% a 10% ao ano em comparação a dietas isoladas.
No entanto, os resultados dependem fortemente da adesão à dieta e ao exercício. Pessoas que descuidam da alimentação ou mantêm elevado consumo de gordura tendem a ter efeitos colaterais mais intensos e menos ganho efetivo de emagrecimento.
É importante frisar: Orlistat não é um medicamento milagroso. Sem hábitos saudáveis, seu potencial fica muito limitado.
Orlistat realmente emagrece — em um cenário ideal de uso responsável e apoio médico. Ele age bloqueando parte da gordura ingerida, reduzindo calorias absorvidas, mas só terá eficácia plena se aliado a dieta equilibrada e exercício físico contínuo. Quem pensa em utilizar esse medicamento deve buscar acompanhamento especializado para garantir benefícios e minimizar riscos.
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