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Morre Claudio Carsughi, referência do jornalismo esportivo, aos 93 anos

Comentarista estava internado havia 27 dias e morreu em decorrência de uma infecção respiratória nesta quinta-feira (10).

10 de setembro de 2026 às 14:20   - Atualizado às 14:25

Claudio Carsughi.

Claudio Carsughi. Foto: Arquivo familiar

O jornalista esportivo Claudio Carsughi morreu aos 93 anos na manhã desta quinta-feira, 10 de setembro, em São Paulo. Referência nas coberturas de futebol e automobilismo, ele estava hospitalizado havia 27 dias por causa de uma infecção respiratória.

A morte foi comunicada pela filha do jornalista, Claudia Carsughi, nas redes sociais. Segundo ela, o pai enfrentou o período de internação com coragem e morreu em paz. Informações sobre velório e sepultamento ainda não haviam sido divulgadas.

Carsughi construiu uma carreira de mais de sete décadas na imprensa brasileira. Conhecido pela precisão das análises, pelo humor ácido e pelo característico sotaque italiano, o comentarista passou por emissoras de rádio, canais de televisão, jornais e revistas.

Claudio Carsughi cobriu cinco Copas do Mundo

Nascido em Arezzo, na Itália, em 13 de outubro de 1932, Claudio Carsughi chegou ao Brasil com a família em 1946, após a Segunda Guerra Mundial. Depois de uma breve passagem pelo Rio de Janeiro, estabeleceu-se em São Paulo.

Ainda adolescente, começou a colaborar com o jornal italiano Corriere dello Sport. Entre os primeiros trabalhos estava a produção de informações sobre os preparativos do Brasil para a Copa do Mundo de 1950.

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Carsughi também trabalhou como correspondente para publicações italianas como Tuttosport e La Stampa. Formado em engenharia civil, acabou dedicando a maior parte da vida profissional à comunicação.

Como comentarista, participou da cobertura de cinco Copas do Mundo consecutivas: México, em 1970; Alemanha Ocidental, em 1974; Argentina, em 1978; Espanha, em 1982; e México, em 1986.

Jornalista teve longa passagem pela Jovem Pan

Uma das principais etapas de sua carreira começou em 1957, quando foi contratado pela Rádio Panamericana, posteriormente denominada Jovem Pan. Com uma interrupção entre 1960 e 1963, Carsughi permaneceu ligado à emissora até 2015.

Durante quase seis décadas na rádio, tornou-se conhecido principalmente pelos comentários sobre futebol, Fórmula 1 e indústria automobilística. Também trabalhou nas rádios Bandeirantes, Record, Nacional e Cultura de Poços de Caldas.

Na televisão, teve passagens pela ESPN Brasil, pelo SporTV e pela TV Brasil. Na imprensa escrita, atuou em veículos como Gazeta Esportiva, Jornal da Tarde, Placar e Quatro Rodas.

Automobilismo também marcou a carreira

Além do futebol, Claudio Carsughi tornou-se uma das principais referências brasileiras no jornalismo automobilístico e automotivo. Ele trabalhou durante aproximadamente 25 anos como colunista especializado da revista Quatro Rodas.

Em 1980, tornou-se o primeiro jornalista a testar o Volkswagen Gol. Anos depois, em 1992, teve a oportunidade de dirigir uma Ferrari Testarossa a convite da fabricante italiana.

Carsughi era viúvo desde 2009 e deixa os filhos Claudia e Odoardo, além de netas e um bisneto. Sua trajetória é lembrada pela experiência, pelo conhecimento técnico e pela defesa de um jornalismo esportivo objetivo e ético.

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