O artista também fez parte da história da televisão brasileira ao integrar o primeiro elenco da TV Globo, emissora inaugurada em 1965.
02 de setembro de 2026 às 10:11 - Atualizado às 10:13
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu aos 83 anos. Foto: Acervo/ TV Globo
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu aos 83 anos, na noite desta terça-feira (1º), em sua casa, no Rio de Janeiro. O falecimento foi confirmado pelo filho do artista, Pedro Gracindo, e ocorreu por causas naturais. Com mais de cinco décadas dedicadas à arte, Gracindo Jr. construiu uma trajetória marcada por trabalhos no teatro, rádio, cinema e televisão.
O artista também fez parte da história da televisão brasileira ao integrar o primeiro elenco da TV Globo, emissora inaugurada em 1965. Além de atuar, ele também trabalhou como diretor e participou de diferentes produções ao longo das décadas.
Gracindo Jr. deixa cinco filhos, sete netos e a esposa, Daisy Poli, com quem era casado havia mais de 50 anos.
O velório será aberto ao público e está previsto para esta quinta-feira (3), no Crematório e Cemitério da Penitência, a partir das 12h10. A cremação está marcada para as 14h10.
Nascido no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1943, Epaminondas Xavier Gracindo era filho do também consagrado ator Paulo Gracindo, conhecido por personagens marcantes da televisão, do rádio e do cinema brasileiro.
Embora tenha cursado Psicologia, Gracindo Jr. decidiu não seguir a profissão e iniciou ainda jovem sua trajetória artística. Aos 15 anos, em 1959, foi aprovado em um teste para trabalhar na Rádio Nacional, onde seu pai já tinha uma carreira consolidada.
Na emissora, exerceu diferentes funções, atuando como ator, redator e disc-jóquei. Dois anos depois, estreou no teatro na peça A Escada, de Oswald de Andrade.
A relação com o pai também marcou sua trajetória profissional. Os dois dividiram trabalhos em produções como Os Ossos do Barão e O Bem-Amado. Em O Casarão, de 1976, Gracindo Jr. interpretou a versão jovem do protagonista João Maciel, enquanto Paulo Gracindo viveu o personagem na fase mais velha.
A estreia de Gracindo Jr. na TV Globo ocorreu ainda na primeira fase da emissora. Ele participou de novelas como Rosinha do Sobrado (1965), Padre Tião (1966), A Rainha Louca (1967), A Próxima Atração (1970) e Os Ossos do Barão (1973).
Na década de 1970, também passou a atuar nos bastidores. Em 1978, assumiu a supervisão do núcleo de novelas das 18h da Globo e acompanhou processos de montagem, edição, sonorização e trabalho dos atores.
No ano seguinte, iniciou a carreira como diretor de novelas, comandando Memórias de Amor e Marron-Glacé. Em 1983, também assumiu a direção de Os Trapalhões.
Gracindo Jr. participou ainda da produção de clipes musicais exibidos pelo Fantástico, período em que atuou como um dos diretores e também como apresentador.
Ao longo da carreira, passou por diferentes emissoras. Na TV Manchete, participou de A Marquesa e Dona Beija. Posteriormente, voltou à Globo e esteve em produções como Tenda dos Milagres e Sítio do Picapau Amarelo. Também trabalhou na Record, onde integrou novelas como Cidadão Brasileiro e Poder Paralelo, além da minissérie Rei Davi.
No teatro, participou de mais de 20 peças como ator, produtor ou diretor. Já no cinema, esteve em filmes como Os Trapalhões na Serra Pelada (1982), Floresta das Esmeraldas (1985), Primo Basílio (2006) e Segurança Nacional (2010).
Ao relembrar a convivência profissional com o pai, Gracindo Jr. destacou a influência de Paulo Gracindo em sua formação e a importância que o trabalho tinha na vida do artista.
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O levantamento foi realizado entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro, com 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Entre os entrevistados, 7% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não votariam, enquanto 10% disseram estar indecisos.
O senador foi deputado federal, de 2015 a 2018, e presidiu o Senado por duas vezes, nos biênios de 2021-2022 e 2023-2024.
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