Veja sintomas, dados e regras da Anvisa para agonistas GLP-1. Imagem gerado por IA
A MHRA, agência reguladora britânica similar à Anvisa, divulgou alerta global sobre pancreatite aguda associada a medicamentos agonistas do GLP-1, como o Mounjaro (tirzepatida), Ozempic e Wegovy (semaglutida).
De 2007 a outubro de 2025, o Reino Unido registrou 1.296 casos, incluindo 19 óbitos e 24 episódios de pancreatite necrosante, a versão mais severa da inflamação pancreática.
Essas canetas injetáveis, usadas para diabetes tipo 2 e perda de peso, somaram mais de 25 milhões de unidades distribuídas nos últimos cinco anos. Em 2025, 1,6 milhão de adultos as utilizaram, sobretudo para emagrecimento.
A pancreatite aguda provoca inflamação súbita no pâncreas, vital para digestão e controle glicêmico. Manifesta-se com dor abdominal forte irradiando para costas, vômitos intensos, náuseas e febre, demandando atendimento emergencial.
Embora rara, a condição aparece nas bulas desses remédios como "incomum", atingindo cerca de 1 em 100 usuários. A MHRA destaca que benefícios geralmente superam riscos, mas exige atenção redobrada.
"Priorizamos a segurança. Suspenda o medicamento ao menor sinal de pancreatite e busque ajuda médica", orientou Alison Cave, diretora de segurança da agência.
Em 2025, 973 notificações surgiram, sendo 807 para Mounjaro e 166 para semaglutida. Outros fármacos da classe, como liraglutida e dulaglutida, também registraram incidentes.
O comunicado atualiza bula e folhetos, recomendando interrupção imediata ante suspeita e precaução em quem tem histórico prévio. Médicos devem avaliar dores abdominais persistentes.
A MHRA lança pesquisa genética com Genomics England, envolvendo pacientes de GLP-1, para mapear suscetibilidades e personalizar tratamentos futuros com mais segurança.
A Anvisa impôs desde 2025 a RDC nº 973, obrigando receita em duas vias, retenção em farmácias e notificação no SNGPC, válida por 90 dias, para agonistas GLP-1.
O objetivo é frear o uso indiscriminado para emagrecimento, após alta de reações adversas no VigiMed. Ozempic, Wegovy e Mounjaro restringem-se a diabetes tipo 2 e obesidade grave.
Manipulações enfrentam barreiras: semaglutida banida, tirzepatida vigiada. "Sem médico, os riscos disparam", enfatizou Rômison Mota, diretor da Anvisa.
Usuários de Mounjaro devem monitorar sintomas e correr ao médico. Jamais retome sem aval profissional. No Brasil, confirme receita retida e consultas regulares.
Eli Lilly (Mounjaro) e Novo Nordisk (Ozempic, Wegovy) insistem em prescrição médica. Relate efeitos ao Notivisa; no UK, ao Yellow Card.
Esses avanços terapêuticos transformaram diabetes e obesidade, mas demandam uso consciente. Vigilância contínua equilibra ganhos e perigos.
O furor pelas canetas emagrecedoras impõe responsabilidade coletiva. Informação salva vidas em meio a essa revolução farmacológica.
Medicamentos como o Mounjaro provam eficácia, mas casos raros de pancreatite aguda lembram limites. Profissionais e pacientes navegam juntos esse cenário.
Estudos prosseguem para refinar indicações, minimizando incidentes. Enquanto isso, obediência às bulas e alertas regulares são o melhor escudo.
20:31, 12 Fev
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