Pernambuco, 20 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Esclerose Lateral Amiotrófica: entenda como funciona a doença que causou a morte do ator Eric Dane

O artista havia revelado o diagnóstico em abril de 2024 e morreu nesta quinta-feira, 19 de fevereiro.

Cami Cardoso

20 de fevereiro de 2026 às 08:26   - Atualizado às 08:51

Esclerose Lateral Amiotrófica: entenda como funciona a doença que causou a morte do ator Eric Dane

Esclerose Lateral Amiotrófica: entenda como funciona a doença que causou a morte do ator Eric Dane Foto: Divulgação

A esclerose lateral amiotrófica (ELA) voltou ao centro das discussões após a morte do ator Eric Dane, aos 53 anos. Ele havia revelado o diagnóstico em abril do ano passado e morreu nesta quinta-feira, 19 de fevereiro.

O que é a ELA?

A esclerose lateral amiotrófica é uma doença que atinge os neurônios motores, responsáveis por enviar os comandos do cérebro para os músculos. Quando essas células se deterioram ou morrem, o corpo deixa de receber os estímulos necessários para executar movimentos voluntários.

Com o avanço da doença, ocorre perda gradual da força muscular. Atividades simples do dia a dia, como caminhar, segurar objetos, falar ou engolir, tornam-se cada vez mais difíceis. Em estágios mais avançados, a ELA pode comprometer os músculos responsáveis pela respiração.

O nome da condição descreve o que acontece no organismo. “Esclerose” significa endurecimento; “lateral” indica a área da medula espinhal afetada; e “amiotrófica” se refere à atrofia muscular causada pela falta de estímulo nervoso.

Como a doença se manifesta?

Os sintomas costumam surgir de forma discreta. Muitas vezes, a pessoa percebe apenas uma fraqueza persistente em um braço ou em uma perna. Cãibras frequentes e contrações musculares involuntárias também podem ser sinais iniciais.

Veja Também

À medida que a doença progride, outros sintomas aparecem:

  • Dificuldade para andar ou subir escadas

  • Alterações na fala, como voz arrastada

  • Engasgos frequentes

  • Perda de peso

  • Dificuldade para respirar

  • A progressão é contínua, mas varia de pessoa para pessoa. Em média, a sobrevida após o diagnóstico fica entre três e cinco anos, embora existam casos que ultrapassam esse período.

    Tratamento e qualidade de vida

    A ELA não tem cura. O tratamento é voltado para retardar a progressão dos sintomas e manter a autonomia do paciente pelo maior tempo possível. Médicos podem prescrever medicamentos específicos e indicar acompanhamento com fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

    O suporte respiratório pode se tornar necessário conforme a doença avança. O acompanhamento multidisciplinar é considerado fundamental para garantir qualidade de vida e apoio emocional ao paciente e à família.

    Mais Conteúdos

    Mais Conteúdos

    Mais Lidas

    Icone Localização

    Recife

    12:08, 20 Fev

    Imagem Clima

    30

    °c

    Fonte: OpenWeather

    Notícias Relacionadas

    Camisinha.
    Medidas

    Teve relação sem camisinha no carnaval? Veja o que fazer agora

    O Carnaval é uma das festas mais populares do Brasil, marcada por alegria, música, fantasia e, muitas vezes, encontros sexuais casuais.

    Bahia registra alta nos casos de ISTs.
    Saúde

    Bahia registra alta nos casos de ISTs após o carnaval 2026

    O número de testes rápidos realizados também aumentou significativamente. Em Salvador, foram feitos 7.904 testes em 2026, contra 4.704 no ano anterior.

    Polilaminina: o que se sabe até agora sobre o tratamento capaz de fazer pacientes voltarem a andar
    Ciência

    Polilaminina: o que se sabe até agora sobre o tratamento capaz de fazer pacientes voltarem a andar

    A substância entrou no radar da ciência mundial como uma possível inovação no tratamento da lesão medular.

    mais notícias

    +

    Newsletter