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Doença renal crônica: a 9ª maior causa de morte no mundo

Estima-se que a doença renal crônica afete cerca de 800 milhões de pessoas globalmente e tornou-se a nona principal causa de óbito.

Pollyana Leite

12 de novembro de 2025 às 22:47   - Atualizado às 22:51

Paciente realiza exame de função renal num centro médico, alerta para a doença renal crônica.

Paciente realiza exame de função renal num centro médico, alerta para a doença renal crônica. Foto: Freepik

A doença renal crônica (DRC) alcançou um marco alarmante: ela agora figura como a nona principal causa de morte em escala mundial. Dados recentes mostram que, em 2023, a condição já afetava cerca de 788 milhões de pessoas em todo o mundo, o que representa uma prevalência de aproximadamente 14% da população adulta. 

Esse aumento decorre da combinação de fatores como pressão alta, diabetes, obesidade e envelhecimento da população, muitos casos permanecem silenciosos até estágios avançados. 

A transição registrada pela World Health Organization (OMS) mostra claramente o avanço da DRC. Em relatório de 2021, a OMS indica que as doenças renais passaram da 19ª para a 9ª posição entre as causas de morte globais. 

O que está em jogo

A DRC inclui um conjunto de condições em que os rins perdem progressivamente sua capacidade de filtrar resíduos e excesso de líquidos do sangue. Quando negligenciada, pode evoluir para falência renal, exigindo diálise ou transplante.

As estatísticas são claras: segundo um estudo recente vinculado ao Epidemiology do Institute for Health Metrics and Evaluation, aproximadamente 1,48 milhões de pessoas morreram em 2023 em decorrência direta da DRC. 

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Além disso, a própria disfunção renal aparece como fator de risco para outras doenças graves. A pesquisa indica que cerca de 11,5% das mortes por doenças cardiovasculares estavam associadas à função renal comprometida. 

Onde e por que isso está ocorrendo

Os números variam por região, mas os países mais populosos concentram grandes partes do problema. Por exemplo, Índia e China lideram o número absoluto de pessoas com função renal reduzida. 

Os principais fatores de risco incluem:

  • Hipertensão arterial prolongada.
  • Diabetes mal controlada.
  • Obesidade e sedentarismo.
  • Idade avançada, que naturalmente reduz a função renal.

Em muitos casos, os sintomas só aparecem quando danos já são significativos, o que dificulta diagnóstico precoce. Isso reforça a importância de exames regulares de creatinina, filtração glomerular e proteína na urina, ferramentas que ajudam a identificar problemas antes que avancem.

Por que isso importa agora

O avanço da DRC entre as causas de morte alerta para a urgência de políticas de saúde pública que ampliem a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. O fato de a doença renal ter subido tão rapidamente no ranking resume duas realidades: por um lado, melhora no combate a doenças infecciosas; por outro, crescimento das doenças crônicas não transmissíveis. A OMS aponta que 74% das mortes globais em 2019 eram atribuíveis a doenças não transmissíveis. 

Para os líderes de saúde e gestores, isso significa repensar prioridades: ampliar o acesso a exames básicos, promover campanhas de conscientização sobre pressão arterial e diabetes, e inserir o acompanhamento da função renal como rotina em atenção primária.

Impacto no Brasil e no mundo

Embora os dados globais estejam disponíveis, a realidade de cada país pode variar muito. No Brasil e em muitos países de renda média, a epidemia de doenças renais crônicas reflete o aumento de diabetes e hipertensão, somado a condições de acesso desigual aos serviços de saúde. Assim, a prioridade deve estar tanto na prevenção como na detecção precoce em ambientes comunitários.

A ascensão da DRC à 9ª posição global reforça a necessidade de que a atenção à saúde renal deixe de ser secundária e passe a integrar as estratégias principais de cuidado à saúde. As ações começam desde mudanças no estilo de vida, passando pelo controle de condições já existentes, até o investimento em infraestrutura diagnóstica e terapêutica.

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