Paciente realiza exame de função renal num centro médico, alerta para a doença renal crônica. Foto: Freepik
A doença renal crônica (DRC) alcançou um marco alarmante: ela agora figura como a nona principal causa de morte em escala mundial. Dados recentes mostram que, em 2023, a condição já afetava cerca de 788 milhões de pessoas em todo o mundo, o que representa uma prevalência de aproximadamente 14% da população adulta.
Esse aumento decorre da combinação de fatores como pressão alta, diabetes, obesidade e envelhecimento da população, muitos casos permanecem silenciosos até estágios avançados.
A transição registrada pela World Health Organization (OMS) mostra claramente o avanço da DRC. Em relatório de 2021, a OMS indica que as doenças renais passaram da 19ª para a 9ª posição entre as causas de morte globais.
A DRC inclui um conjunto de condições em que os rins perdem progressivamente sua capacidade de filtrar resíduos e excesso de líquidos do sangue. Quando negligenciada, pode evoluir para falência renal, exigindo diálise ou transplante.
As estatísticas são claras: segundo um estudo recente vinculado ao Epidemiology do Institute for Health Metrics and Evaluation, aproximadamente 1,48 milhões de pessoas morreram em 2023 em decorrência direta da DRC.
Além disso, a própria disfunção renal aparece como fator de risco para outras doenças graves. A pesquisa indica que cerca de 11,5% das mortes por doenças cardiovasculares estavam associadas à função renal comprometida.
Os números variam por região, mas os países mais populosos concentram grandes partes do problema. Por exemplo, Índia e China lideram o número absoluto de pessoas com função renal reduzida.
Os principais fatores de risco incluem:
Em muitos casos, os sintomas só aparecem quando danos já são significativos, o que dificulta diagnóstico precoce. Isso reforça a importância de exames regulares de creatinina, filtração glomerular e proteína na urina, ferramentas que ajudam a identificar problemas antes que avancem.
O avanço da DRC entre as causas de morte alerta para a urgência de políticas de saúde pública que ampliem a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. O fato de a doença renal ter subido tão rapidamente no ranking resume duas realidades: por um lado, melhora no combate a doenças infecciosas; por outro, crescimento das doenças crônicas não transmissíveis. A OMS aponta que 74% das mortes globais em 2019 eram atribuíveis a doenças não transmissíveis.
Para os líderes de saúde e gestores, isso significa repensar prioridades: ampliar o acesso a exames básicos, promover campanhas de conscientização sobre pressão arterial e diabetes, e inserir o acompanhamento da função renal como rotina em atenção primária.
Embora os dados globais estejam disponíveis, a realidade de cada país pode variar muito. No Brasil e em muitos países de renda média, a epidemia de doenças renais crônicas reflete o aumento de diabetes e hipertensão, somado a condições de acesso desigual aos serviços de saúde. Assim, a prioridade deve estar tanto na prevenção como na detecção precoce em ambientes comunitários.
A ascensão da DRC à 9ª posição global reforça a necessidade de que a atenção à saúde renal deixe de ser secundária e passe a integrar as estratégias principais de cuidado à saúde. As ações começam desde mudanças no estilo de vida, passando pelo controle de condições já existentes, até o investimento em infraestrutura diagnóstica e terapêutica.
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