Xícara de café coado: simples, puro e sem adição de açúcar, como sugere a ciência para aproveitar melhor os benefícios. Foto: Freepik
O ato simples de tomar uma xícara de café preto sem açúcar movimenta o corpo e aciona o cérebro de várias formas muitas delas benéficas. A cafeína presente no café age como estimulante do sistema nervoso central. Esse estímulo bloqueia a ação da adenosina, substância que normalmente gera sono e relaxamento. Com isso, o cérebro ganha mais foco, atenção e rapidez de raciocínio.
Logo após o primeiro gole, você pode se sentir mais alerta, com pensamento mais organizado e mais capacidade de aprendizado. Estudos mostram que a cafeína favorece o humor, acelera a reação e melhora a vigilância mental.
Além disso, ao não adicionar açúcar, você evita picos de glicemia que poderiam interferir na energia ao longo do dia. Sem o açúcar, a bebida mantém-se leve, ajuda a prevenir oscilações bruscas de energia e não sobrecarrega o metabolismo com calorias desnecessárias.
Outro ponto importante: o papel dos antioxidantes. O café puro concentra compostos fenólicos e antioxidantes que ajudam o corpo a combater radicais livres, moléculas que podem provocar danos celulares e contribuir para o envelhecimento e doenças crônicas.
Mas nem todo café é igual. Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP (USP) demonstrou que o modo de preparo interfere diretamente no poder antioxidante da bebida. Quanto mais simples e puro sem leite, sem açúcar e em filtragem tradicional maiores os benefícios.
Quando o café recebe leite, os benefícios caem consideravelmente. As proteínas do leite se ligam aos compostos fenólicos do café, dificultando sua absorção. Já o açúcar causa uma leve redução nos compostos benéficos embora, em alguns casos, o processo de aquecimento gere substâncias com leve atividade antioxidante, mas ainda bem inferior aos níveis de um café puro.
Para quem vive de práticas saudáveis, essa diferença faz sentido. Um café puro, bem-preparado, potencializa os efeitos da cafeína: melhora do desempenho cognitivo, maior clareza mental e talvez uma ajuda no controle do metabolismo.
Em pessoas com risco ou diagnóstico de diabetes, por exemplo, um estudo recente observou que duas xícaras diárias de café preto sem aditivos associaram-se a níveis mais baixos de insulina e resistência à insulina. Esse efeito não apareceu quando o café foi adoçado ou ganhou creme.
Além disso, a pesquisa da USP aponta que, entre as variações testadas, o café com cafeína e puro (sem aditivos) apresentou a maior concentração de compostos antioxidantes. A torra do grão, sua procedência, o solo em que cresceu, e o método de filtragem (como o uso de filtro de papel) influenciam o resultado final da bebida.
Para o corpo, os resultados também aparecem. A cafeína estimula o metabolismo e pode aumentar a queima de calorias sem as calorias extras que o açúcar adicionaria.
Por tudo isso, beber café simples, sem açúcar e sem leite, se torna mais do que um hábito matinal pode virar um pequeno aliado da mente e do corpo. Quando feito corretamente, esse ritual diário entrega alertas cerebrais, clareza mental, impacto positivo no metabolismo e reforço antioxidante.
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