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Refrigerantes zero e saúde do fígado: estudo europeu revela maior risco esteatose hepática

O estudo foi apresentado no dia 9, durante a Semana Europeia de Gastroenterologia, em Berlim, na Alemanha.

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13 de dezembro de 2025 às 10:42   - Atualizado às 10:52

Refrigerante.

Refrigerante. Foto: Reprodução / Freepik

Uma nova pesquisa científica reacende o debate sobre refrigerantes zero e saúde do fígado, colocando em dúvida a imagem de que essas bebidas seriam alternativas seguras aos refrigerantes tradicionais. O estudo foi apresentado no dia 9, durante a Semana Europeia de Gastroenterologia, em Berlim, um dos mais importantes eventos internacionais da área, e analisou dados de longo prazo de mais de 120 mil pessoas.

Os resultados sugerem que o consumo diário de 250 gramas ou mais de refrigerantes zero ou com baixo teor de açúcar pode aumentar em até 60% o risco de desenvolver a doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD), condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no fígado e frequentemente associada à obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.

Refrigerantes zero e saúde do fígado entram em alerta na ciência

Para chegar às conclusões, os pesquisadores acompanharam 123.788 participantes do UK Biobank que não apresentavam doenças hepáticas no início do estudo. Ao longo de mais de dez anos, o consumo de bebidas foi monitorado por meio de questionários alimentares de 24 horas, aplicados repetidamente para garantir maior precisão.

Após um acompanhamento médio de 10,3 anos, 1.178 participantes desenvolveram MASLD e 108 morreram por causas relacionadas ao fígado. Os dados mostraram que tanto refrigerantes tradicionais quanto versões diet e zero estão associados a maior risco hepático. No entanto, chamou atenção o impacto mais elevado observado entre consumidores frequentes de bebidas sem açúcar.

Segundo Lihe Liu, autora principal da pesquisa, os achados desafiam uma percepção amplamente difundida. “Existe uma crença de que refrigerantes sem açúcar são mais saudáveis, mas nossos resultados mostram que essa ideia pode ser equivocada, especialmente quando avaliamos refrigerantes zero e saúde do fígado ao longo do tempo”, afirmou.

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Embora o estudo não tenha identificado uma relação direta tão consistente entre refrigerantes açucarados e doenças hepáticas quanto nas versões zero, os pesquisadores alertam que o consumo excessivo de qualquer bebida ultraprocessada deve ser visto com cautela. A hipótese é que adoçantes artificiais possam interferir no metabolismo, na resposta à insulina e na microbiota intestinal, fatores diretamente ligados à saúde do fígado.

Água segue como melhor aliada do fígado

Em meio aos alertas, a pesquisa também trouxe uma mensagem positiva. A substituição de bebidas açucaradas por água esteve associada a uma redução de 12,8% no risco de doença hepática alcoólica. Quando a troca envolveu refrigerantes zero e saúde do fígado, a redução do risco chegou a 15,2%.

Os autores reforçam que os dados não indicam a necessidade de eliminar completamente essas bebidas da dieta, mas destacam que o consumo diário e prolongado pode trazer consequências importantes. Em um cenário de crescimento das doenças metabólicas no mundo, escolhas simples — como priorizar a água no dia a dia — podem ter impacto significativo na saúde hepática e na qualidade de vida.

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